Frente Parlamentar da Agropecuária debate impactos de novos decretos federais no Pantanal de Mato Grosso

Reunião em MT discute decretos, Pantanal e impactos na produção rural e ovinocultura.

A Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso reuniu-se nesta terça-feira (28) para analisar os impactos dos novos decretos federais que ampliam as áreas de preservação no Pantanal. O foco das críticas foram os decretos nº 12.886 e nº 12.887, que atingem diretamente as regiões de Poconé e Cáceres.

Durante o encontro, deputados e entidades do setor alegaram que as medidas ignoram as manifestações feitas em audiências públicas e geram uma grave insegurança jurídica para os produtores que já atuam no bioma de forma sustentável.

Representantes do setor produtivo, como a Famato e sindicatos rurais, destacaram que a pecuária pantaneira é uma aliada da preservação, apontando que quase a totalidade das áreas conservadas está dentro de propriedades privadas.

O temor é que a retirada da atividade econômica resulte em prejuízos sociais e no aumento de desastres ambientais, como grandes incêndios florestais. Como estratégia de reação, a Frente Parlamentar propôs a defesa da estadualização de unidades de conservação e o apoio a projetos no Congresso Nacional que visem paralisar os efeitos das normas federais.

Paralelamente à pauta ambiental, o grupo discutiu o fortalecimento da ovinocultura mato-grossense, que conta com um rebanho superior a 400 mil cabeças.

O debate enfatizou a necessidade de organizar a cadeia produtiva, investindo em genética e logística para aproveitar a alta demanda de mercado. A ideia é criar pontos de coleta que facilitem o transporte e a comercialização, transformando a criação de ovinos em uma alternativa econômica robusta para diversificar a produção rural no estado.

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