A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), uma das principais obras de infraestrutura do país, segue em ritmo acelerado e já tem mais da metade do trecho inicial concluído. O empreendimento passa por Mato Grosso e, ao longo dos próximos anos, deve chegar até Lucas do Rio Verde, município estratégico para o agronegócio estadual.
Na última quinta-feira (25/6), o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, fez uma visita técnica para conferir de perto o andamento dos trabalhos. Ele foi acompanhado pelo superintendente interino de Transporte Ferroviário da agência, Fernando Feitosa, além de representantes do governo e da concessionária responsável pela execução.
Mais da metade do trecho inicial já está pronto
A comitiva percorreu o trecho chamado FICO 1, que tem 364 km e liga Mara Rosa, em Goiás, a Água Boa, no interior de Mato Grosso. Esse trecho faz parte de um projeto maior, com extensão total de 888 km, tocado pela Vale S.A.
Até o momento, a obra já registra 55,38% de avanço físico e 51,55% de avanço financeiro. Do investimento total estimado em R$ 10,7 bilhões, mais de R$ 5,1 bilhões já foram contratados.
Durante a visita, a equipe pôde ver de perto as frentes de trabalho, incluindo terraplenagem, construção de pontes e viadutos, e a instalação dos trilhos. Já são mais de 200 km de trilhos recebidos, além da fabricação de 158 mil dormentes e de uma equipe com mais de 200 profissionais atuando exclusivamente na montagem da via. Os próprios representantes da ANTT percorreram parte do trecho já preparado a bordo de uma locomotiva da concessionária.
Mais eficiência para o agronegócio mato-grossense
Para o diretor Guilherme Theo Sampaio, a ferrovia é um projeto estratégico que vai transformar a logística do Centro-Oeste. “A FICO representa a integração da nossa região ao Norte e ao Sul do país. Isso significa mais desenvolvimento, custos menores e mais sustentabilidade. É o Brasil nos trilhos, conectando áreas produtoras e gerando oportunidades para todos”, afirmou.
Com a conclusão prevista para os próximos anos, a ferrovia vai se conectar à malha nacional, especialmente à Ferrovia Norte-Sul. Para Mato Grosso, os ganhos são diretos:
- Redução dos custos de transporte de grãos, fertilizantes e insumos;
- Maior capacidade de escoamento da produção;
- Menor dependência do transporte por rodovias;
- Impulso ao crescimento econômico das cidades atendidas.
Além de chegar a Água Boa, o trajeto da FICO segue avançando em direção a outras regiões produtoras do estado, com a previsão de alcançar também Lucas do Rio Verde — um dos principais polos agropecuários de Mato Grosso.
A ANTT segue acompanhando de forma contínua todas as etapas da obra, garantindo que o cronograma e as regras do contrato sejam cumpridos.
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