Guarda Municipal intensifica combate a cerol e linha chilena em Várzea Grande

Força-tarefa foca na orientação sobre o uso seguro de pipas; caso de criança de 9 anos atingida no pescoço por linha cortante reforça urgência das ações de fiscalização

A tradição de soltar pipa durante o período de ventos fortes ganhou um reforço na fiscalização de segurança urbana. A Guarda Municipal de Várzea Grande mantém ativa a Operação Céu Azul, uma iniciativa estratégica que visa orientar os moradores e combater de forma rigorosa o uso de linhas cortantes, como o cerol e a linha chilena.

Além das patrulhas de fiscalização, os agentes realizam um trabalho educativo focado nas legislações vigentes que proíbem terminantemente o comércio e o uso desses materiais.

A recomendação expressa da corporação é que a brincadeira — praticada por crianças, adolescentes e adultos — ocorra exclusivamente em espaços abertos e descampados, totalmente distantes da rede de energia elétrica, utilizando apenas linhas convencionais de algodão, sem qualquer tipo de substância cortante.

Brincadeira com responsabilidade

Segundo o comandante da Guarda Municipal, inspetor Juliano Lemos, o intuito da operação não é extinguir a prática cultural, mas sim erradicar as condutas de risco que colocam a sociedade em perigo.

“A Operação Céu Azul e as demais ações da Guarda Municipal não têm o objetivo de proibir que crianças e adultos soltem pipa, mas sim de garantir que essa diversão aconteça com segurança. Estamos orientando a população para que não utilize materiais cortantes, prevenindo acidentes e preservando vidas”, pontuou o comandante.

Lemos alertou ainda que a utilização de misturas como vidro moído (cerol) ou ligas plásticas altamente cortantes (linha chilena) configura uma infração grave, sendo vedada por leis nas esferas federal, estadual e municipal. O oficial reforçou que muitas pessoas ainda tratam o assunto com negligência, sem perceber o potencial letal da conduta.

🛑 Alerta real: Linha atinge pescoço de ciclista de 9 anos

A letalidade e o perigo invisível dessas linhas deixaram de ser apenas uma estatística e ganharam rosto no município. Recentemente, o menino Davi Almeida Franco, de apenas 9 anos, sofreu um grave acidente enquanto andava de bicicleta. Ele foi atingido diretamente na região do pescoço por uma linha com cerol.

Davi é filho de Ângela Maria, servidora pública do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG). O episódio, que gerou forte comoção interna, passou a ser utilizado pelas equipes de abordagem social como um exemplo real e urgente da necessidade de os pais monitorarem as atividades dos filhos e de a população denunciar os pontos de venda de linhas cortantes.

A Guarda Municipal informou que manterá o cronograma de vistorias em praças e bairros residenciais por tempo indeterminado, contando com o apoio de denúncias anônimas da comunidade para reprimir a comercialização dos materiais proibidos.

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