A sonoridade rústica e marcante da viola-de-cocho ecoou em um dos centros culturais mais importantes do país. Na última quarta-feira (22), a Caravana Arteduf realizou um concerto didático no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, levando a identidade pantaneira para o público carioca e turistas de diversas regiões.
O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), reuniu cerca de 60 pessoas para uma aula prática sobre a musicalidade mato-grossense, conduzida pelo professor Dr. Sidnei Moura Duarte e pelo coordenador do projeto, Dr. Alex Paulo Teixeira de Souza.
Patrimônio Imaterial em Destaque
O “Duo Viola Pantaneira” apresentou instrumentos que são símbolos da nossa terra, como o ganzá e a viola-de-cocho — esta última reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil. Além da música, o público recebeu informações históricas sobre a fabricação artesanal desses instrumentos e a importância de preservar as tradições do Pantanal.
Para Alex Paulo, coordenador da Caravana Arteduf, a apresentação em um espaço de alcance nacional como o CCBB é um marco. “Fortalece nossa identidade e mostra que a pesquisa realizada dentro das nossas Escolas Técnicas (ETECs) produz cultura de alta qualidade para o mundo”, destacou.
Formação Integral através do Projeto Arteduf
Embora a caravana cultural esteja em turnê, o Projeto Arteduf possui uma estrutura permanente voltada aos estudantes das 17 ETECs de Mato Grosso. O programa busca a formação integral dos jovens por meio de três eixos:
- Cultura e Arte: Concertos didáticos e oficinas regionais;
- Esporte no Contraturno: Atividades físicas para os alunos fora do horário de aula;
- Comunidade e Lazer: Ginástica laboral para servidores e abertura das unidades para o público nos fins de semana.
Circulação pelas ETECs em 2026
Após a agenda no Rio de Janeiro, a Caravana Arteduf retoma sua circulação por Mato Grosso. O objetivo é percorrer todas as unidades estaduais de ensino técnico ao longo do ano, integrando a educação profissional com o sentimento de pertencimento à cultura local.
A reportagem do CenárioMT acompanha de perto os talentos da nossa terra. Você acredita que projetos como o Arteduf ajudam a manter os jovens interessados na escola técnica? Deixe sua opinião nos comentários.
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