Indústria recebe mais R$ 140 bilhões e NIB chega a R$ 750 bilhões em 2026

O programa Nova Indústria Brasil (NIB) ampliou seu volume de investimentos com novo aporte bilionário anunciado pelo governo federal. Os recursos serão direcionados a setores estratégicos da economia e inovação industrial.

A política de incentivo à produção nacional, a Nova Indústria Brasil (NIB), recebeu um novo reforço financeiro que amplia significativamente seu alcance. O governo federal confirmou a liberação de mais R$ 140 bilhões até o fim de 2026, elevando o total do programa para cerca de R$ 750 bilhões em investimentos desde seu lançamento.

Desse montante adicional, R$ 102,5 bilhões serão provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição responsável por financiar projetos estratégicos de desenvolvimento econômico no país. Outros R$ 37,5 bilhões serão aportados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O anúncio ocorreu durante cerimônia em comemoração aos 74 anos do BNDES, realizada na sede da instituição, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de autoridades do governo federal, incluindo o presidente da República, o vice-presidente e ministros de Estado.

Setores estratégicos contemplados

Os recursos serão destinados a áreas consideradas prioritárias para a reindustrialização do país, como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos, biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias de uso dual, com aplicações civis e militares.

Durante a cerimônia, o presidente do BNDES destacou a retomada do papel central da indústria no financiamento do banco, afirmando que o setor voltou a ocupar posição de destaque após anos de enfraquecimento no cenário econômico nacional.

Participação do setor privado

Representantes do governo federal ressaltaram que o programa atua como indutor de investimentos privados. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, parte significativa dos aportes nas missões estratégicas da NIB é realizada pelo setor privado, que acompanha os recursos públicos na execução dos projetos.

Também foi lançado um portal digital voltado ao registro de intenções de investimento e identificação de gargalos enfrentados por empresas dos setores industriais estratégicos, com apoio de instituições de fomento ao desenvolvimento industrial.

Parcerias e inovação

No mesmo evento, o BNDES e a Petrobras anunciaram uma parceria para impulsionar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados a minerais críticos e estratégicos. Esses recursos são considerados essenciais para cadeias produtivas ligadas à transição energética e ao setor de óleo e gás.

As instituições envolvidas destacaram a troca de informações técnicas e a identificação de lacunas tecnológicas como pontos centrais da cooperação.

Mercado de carbono e reflorestamento

As duas instituições também divulgaram as empresas vencedoras do primeiro leilão do programa de restauração florestal na Amazônia, voltado à compra de créditos de carbono. As selecionadas atuarão em projetos de reflorestamento que devem gerar empregos verdes e ampliar a captura de carbono na região.

As iniciativas incluem a recuperação de áreas degradadas e o plantio de milhões de árvores nativas, com expectativa de impacto ambiental e econômico relevante.

Mobilidade elétrica

Outro destaque do evento foi o anúncio de financiamento para uma empresa de mobilidade urbana, com o objetivo de expandir o uso de bicicletas elétricas em serviços de entrega. A medida busca reduzir custos para trabalhadores de aplicativos e incentivar alternativas sustentáveis de transporte.

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