A oito meses das eleições de 2026, o cenário político para a sucessão no Palácio Paiaguás começa a ganhar contornos definitivos. Com a gestão de Mauro Mendes (União Brasil) bem avaliada, a grande questão gira em torno de quem conseguirá herdar o capital político do atual governador em um estado onde o agronegócio dita o ritmo das urnas. Atualmente, sete nomes se colocam como possíveis candidatos, variando entre a continuidade técnica e a oposição ideológica.
O tabuleiro político atual reflete a fragmentação das forças em Mato Grosso. Enquanto o grupo governista tenta alinhar um nome de consenso, a ala bolsonarista e os representantes da base do governo federal articulam estratégias para nacionalizar a disputa estadual, prometendo um pleito acirrado e cheio de reviravoltas nos próximos meses.
Os nomes da base governista e o racha no União Brasil
O atual governador Mauro Mendes trabalha para consolidar seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), como o sucessor natural. Pivetta, que transformou Lucas do Rio Verde em referência nacional, aposta na eficiência administrativa. Entretanto, a pré-candidatura não é unânime no grupo. O senador Jayme Campos (União Brasil) já declarou que “não abre mão” de disputar o governo, criando um impasse interno que pode dividir o apoio da base aliada e das prefeituras do interior.
A direita conservadora e o “bolsonarismo raiz”
O Partido Liberal (PL) confirmou o nome do senador Wellington Fagundes como seu pré-candidato. Com um discurso endurecido e alinhamento direto com a família Bolsonaro, Wellington busca consolidar o voto ideológico. Correndo por fora na mesma raia, o produtor rural Maurício Tonhá (Democracia Cristã) surge como o representante dos sindicatos e pecuaristas, apresentando-se como uma opção fora do eixo legislativo tradicional.
A oposição e o palanque de Lula em Mato Grosso
No campo progressista, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (PV), é a figura central. Com forte recall eleitoral no sul do estado, Pátio tenta furar a bolha do agronegócio com um discurso voltado para políticas sociais. Ele e o ministro Carlos Fávaro (PSD) são as peças-chave para a montagem de um palanque para o Governo Federal no estado. Ainda no PSD, a médica Natasha Slhessarenko busca viabilizar sua candidatura focada em saúde e renovação.
| Pré-Candidato | Partido | Perfil Principal |
|---|---|---|
| Otaviano Pivetta | Republicanos | Continuidade e Gestão Técnica |
| Wellington Fagundes | PL | Agronegócio e Bolsonarismo |
| José Carlos do Pátio | PV | Oposição e Social-Desenvolvimentismo |
| Jayme Campos | União Brasil | Tradição e Experiência Política |
Terceira via e setor empresarial
O empresário Marcelo Maluf (PSDB), do Grupo São Benedito, também integra a lista de possíveis candidatos. Representando o setor da construção civil e o empresariado urbano, Maluf tenta se posicionar como um nome de diálogo entre diferentes grupos políticos, fugindo da polarização extrema que domina as discussões nacionais.
Com tantas peças no tabuleiro, a definição das coligações será fundamental. A capacidade de unir o setor produtivo com as demandas sociais das cidades polos será o grande diferencial para quem deseja ocupar a cadeira principal do Palácio Paiaguás. É importante que o eleitor acompanhe o horóscopo do dia para entender as energias de decisão, mas na política mato-grossense, o que vale é a articulação de campo.
“O racha no União Brasil entre Pivetta e Jayme Campos pode ser a chave que abrirá espaço para uma terceira via ou consolidará a polarização com o PL.”
No CenárioMT, continuaremos acompanhando cada passo desta corrida eleitoral.
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