Pivetta rebate críticas sobre Samu, nega desmonte e fala em “uso político” do debate

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), negou nesta terça-feira (28) que haja desmonte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e afirmou que a integração com o Corpo de Bombeiros tem como objetivo ampliar o atendimento de emergência no estado.

A declaração foi dada após críticas envolvendo mudanças na estrutura do serviço e discussões sobre contratos temporários encerrados. Segundo Pivetta, o debate em torno do tema ganhou contornos políticos e estaria sendo distorcido.

Pivetta diz que cooperação ampliou atendimentos

De acordo com o governador, o termo de cooperação entre Samu e Corpo de Bombeiros, firmado no ano passado, teria contribuído para ampliar a rede de atendimento e reduzir o tempo médio de resposta em ocorrências.

Segundo ele, o número de bases operacionais aumentou e o atendimento foi reforçado com a atuação conjunta das duas estruturas.

“O objetivo foi somar forças e melhorar o serviço prestado à população”, afirmou.

Pivetta também declarou que o Samu segue funcionando normalmente e que não existe decisão para extinguir o serviço.

Governo nega sucateamento do Samu

As críticas ao governo cresceram após repercussão sobre o desligamento de profissionais e falas do governador em entrevistas recentes.

Pivetta afirmou que houve interpretações equivocadas e reforçou que a proposta do Executivo é de integração, não de substituição do Samu pelos Bombeiros.

Segundo ele, contratos temporários encerrados fazem parte de ajustes administrativos e não representam redução da assistência.

Debate sobre profissionais e estrutura

O governo argumenta que parte dos profissionais pode ser absorvida em outras frentes da rede estadual de saúde.

A discussão ganhou visibilidade após questionamentos sobre impactos no atendimento pré-hospitalar e no funcionamento das unidades.

No centro do debate está o modelo adotado pelo estado, que busca integrar o trabalho das equipes do Samu com bases dos Bombeiros para ampliar cobertura regional.

Pivetta cita redução de custos e reforço operacional

Ao comentar declarações anteriores sobre redução de custos e simplificação da máquina pública, o governador afirmou que o foco é otimizar estruturas sem prejuízo ao serviço.

Ele também ressaltou que a expansão do atendimento de urgência passa pelo fortalecimento das bases já existentes e pela criação de novos pontos de apoio.

Hoje, segundo o governo, a rede opera com unidades do Samu e dos Bombeiros em conjunto.

Tema segue em debate

O modelo de integração entre Samu e Corpo de Bombeiros segue gerando discussões entre governo, profissionais da saúde e setor político.

Enquanto o Executivo sustenta que houve ampliação do atendimento, críticos cobram mais clareza sobre o futuro do serviço e a situação dos profissionais desligados.

O tema deve continuar em pauta nos próximos dias.

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