Metanol é adicionado e não gerado na destilação, confirma polícia

A Polícia Científica de São Paulo descarta falha natural na produção e aponta adição de metanol em bebidas adulteradas.

O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo confirmou que o metanol encontrado nas bebidas contaminadas foi adicionado, e não resultante do processo natural de destilação.

O metanol, um álcool leve, normalmente aparece na chamada “cabeça” da destilação, separada dos produtos finais. Em destilarias profissionais, essa fração inicial é descartada, evitando riscos ao consumidor. Em produções artesanais ou clandestinas, o controle é falho, aumentando a concentração do álcool tóxico.

O metanol tem ponto de ebulição de 64,7°C, enquanto o etanol atinge 78,4°C. Concentrações inferiores a 0,25ml por 100ml são consideradas seguras, mas doses acima de 4ml podem causar cegueira, e acima de 20ml, risco de morte.

Até o momento, 24 casos de intoxicação por metanol foram confirmados no país.

Novas apreensões

Em Campinas, mais de 3 mil garrafas suspeitas de falsificação foram apreendidas pela Polícia Civil e Militar. Uma fábrica clandestina de uísque foi descoberta, resultando na prisão de um homem com dois galões de 50 litros e 335 garrafas prontas para venda. Outro galpão tinha 2,9 mil garrafas, e o responsável fugiu.

Na capital paulista, cerca de 70 mil garrafas foram encontradas em três depósitos clandestinos, contendo produtos vencidos ou sem origem comprovada, com dois presos em flagrante.

A Justiça autorizou a destruição de 100 mil garrafas apreendidas no estado, parte do inquérito sobre adulteração de bebidas.

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