Justiça comum julgará caso de feminicidio envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que o caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana será julgado pela Justiça comum. A definição afasta a competência da Justiça Militar no processo.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado da morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, terá o caso analisado pela Justiça comum. A decisão foi tomada pelo ministro Reinaldo Soares, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O magistrado solicitou esclarecimentos no dia 17 ao Juízo de Direito da 5ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo, responsável por receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual.

O oficial será julgado por feminicídio, conforme a decisão que define a competência do caso.

Segundo o STJ, a Terceira Seção da Corte entende que crimes dolosos contra a vida praticados por militares só são de competência da Justiça Militar quando há ligação direta com a atividade castrense e com a preservação da hierarquia e disciplina. Na ausência desse vínculo funcional, o processo deve tramitar no Tribunal do Júri.

Na avaliação do ministro, não há conexão direta com a função militar no caso em análise, o que reforça a atuação da Justiça comum.

O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Junior, afirmou nesta terça-feira (28) que os familiares sempre sustentaram que o caso não deveria ser tratado na esfera militar. A decisão do STJ será publicada oficialmente na próxima quinta-feira (30).

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.