Câmara Legislativa do DF extingue escala 6×1 para terceirizados

A Câmara Legislativa do Distrito Federal definiu novas regras de jornada para trabalhadores terceirizados, limitando a carga semanal e encerrando a escala 6x1. A medida já foi publicada no Diário da Casa e estabelece prazo para adequações contratuais.

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou uma mudança nas regras de jornada de trabalho dos prestadores de serviços terceirizados que atuam na Casa. A partir da decisão, a carga horária passa a ser limitada a até oito horas diárias e 40 horas semanais.

O ato, publicado nesta quarta-feira (17) no Diário da Câmara Legislativa, também encerra a chamada escala 6×1, que previa seis dias de trabalho seguidos por um de descanso.

De acordo com a determinação, os gestores dos contratos firmados com empresas terceirizadas terão prazo de 15 dias, a contar da publicação, para adequar os horários de entrada e saída dos trabalhadores às novas regras.

A decisão foi assinada pelos sete integrantes da Mesa Diretora e não precisou passar por votação em plenário.

A proposta partiu do deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da CLDF, que defendeu a mudança como um avanço nas relações de trabalho. Em manifestação à imprensa, ele afirmou que é possível garantir condições mais humanas aos profissionais que atuam em serviços essenciais.

Segundo o parlamentar, o fim da escala 6×1 na Câmara Legislativa representa um exemplo que pode ser ampliado para outras estruturas do Distrito Federal.

Projeto em tramitação

Paralelamente à decisão administrativa, tramita na Câmara Distrital o Projeto de Lei 1.429, apresentado em novembro de 2024. A proposta trata das regras de jornada em contratos de fornecimento de mão de obra ou serviços no âmbito do poder público do Distrito Federal.

O texto prevê jornada máxima de 40 horas semanais e garantia de dois dias de descanso semanal para trabalhadores contratados pelo Estado.

O projeto, de autoria do deputado Fábio Felix (PSOL), já foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, mas ainda precisa passar pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças e pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação final.

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