A defesa dos direitos dos povos originários ganhou voz em uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O encontro ocorreu em sintonia com o Acampamento Terra Livre de Mato Grosso, sediado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
Lideranças indígenas, parlamentares e sociedade civil debateram temas críticos, como a lentidão na demarcação de terras, o avanço do desmatamento e o impacto devastador do garimpo ilegal nos territórios.
Demandas de 43 povos
Mato Grosso abriga hoje 43 povos indígenas, totalizando cerca de 60 mil pessoas distribuídas em 74 terras indígenas que abrangem os biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia. A deputada Eliane Xunakalo enfatizou que a audiência serve como canal direto para que essas comunidades encaminhem suas urgências às autoridades.
“O objetivo é ouvir as lideranças e garantir que as políticas de saúde, educação e segurança pública cheguem efetivamente às aldeias e também às populações indígenas em contexto urbano”, destacou a parlamentar.
Desafios Territoriais e Sustentabilidade
A Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) alertou que, mesmo áreas já homologadas, sofrem com invasões constantes. Entre os principais pontos discutidos, destacam-se:
- Combate ao garimpo ilegal e contaminação de rios;
- Proteção contra o desmatamento em terras demarcadas;
- Garantia de segurança alimentar e autonomia econômica.
Durante o debate, foi defendido que os povos indígenas devem ser protagonistas no desenvolvimento sustentável do estado, unindo o conhecimento tradicional à preservação ambiental.
| Pauta Principal | Status da Demanda |
|---|---|
| Demarcação de Terras | Pressão por agilidade junto ao Governo Federal |
| Combate a Invasões | Pedido de maior fiscalização policial e ambiental |
| Políticas Setoriais | Foco em Saúde e Educação diferenciada |
Mobilização Permanente
O Acampamento Terra Livre reafirma sua posição como uma das maiores mobilizações do país, mantendo o diálogo aberto com o poder público para garantir que os direitos constitucionais sejam respeitados e que a proteção territorial seja tratada como prioridade de segurança pública.
A convivência entre o agronegócio e as terras indígenas em Mato Grosso é um dos temas mais sensíveis da nossa política estadual. Você acredita que é possível conciliar o desenvolvimento econômico do estado com o respeito absoluto às demarcações territoriais indígenas, ou o diálogo ainda está longe de um consenso? Deixe sua opinião nos comentários.
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