Hotelaria nacional projeta investimento bilionário e expansão regional em 2026

Estudo da HotelInvest e FOHB aponta a construção de 26 mil novas unidades habitacionais. Mato Grosso e capitais do interior ganham força com a descentralização do setor

A hotelaria nacional vive um momento de virada estratégica, e o estudo Panorama da Hotelaria Brasileira 2026 confirma que Mato Grosso e outras regiões fora do eixo Rio-São Paulo estão no centro dessa nova rota de capital. Com uma previsão de R$ 13,6 bilhões em investimentos, o setor deixa de focar apenas no básico para apostar em experiências de padrão superior e projetos híbridos.

O setor hoteleiro brasileiro entra em 2026 com um pipeline robusto e uma mudança clara de perfil. O [Investimentos Hotelaria Brasil 2026] totalizará R$ 13,6 bilhões, distribuídos em 178 novos empreendimentos. O que chama a atenção é a desconcentração geográfica: com o eixo Rio-São Paulo saturado, investidores buscam cidades médias e capitais com potencial de crescimento híbrido (negócios e lazer), movimento que favorece regiões em pleno desenvolvimento econômico, como o interior de Mato Grosso.

🏨 O PERFIL DOS NOVOS INVESTIMENTOS

O estudo aponta que o investidor está mais exigente e o mercado mais sofisticado:

  • Segmento Midscale: É o grande vetor de crescimento, equilibrando custo de construção com uma demanda que busca conforto sem o preço do luxo extremo.

  • Projetos Multiuso: Ganham força os formatos de branded residences (residências com marca) e prédios que combinam hotelaria com o mercado imobiliário tradicional.

  • Conversão de Bandeiras: Para reduzir riscos e custos, muitas redes estão optando por converter hotéis independentes já existentes em vez de construir do zero.

📊 DESAFIOS E ESTRUTURA DE CAPITAL

Apesar do otimismo, o setor mantém a cautela devido ao cenário macroeconômico:

  • Custo do Capital: A taxa de juros elevada ainda é a principal barreira para novos projetos.

  • Capital Próprio: A maioria dos novos hotéis está sendo viabilizada com recursos próprios dos investidores, dada a dificuldade de acesso a crédito competitivo.

  • Eficiência Operacional: O foco das negociações agora recai sobre as taxas das operadoras e a necessidade de renovação do parque hoteleiro atual.

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