A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Sorriso divulgou, na manhã desta terça-feira (30 de junho de 2026), o boletim epidemiológico consolidado das arboviroses referente ao primeiro semestre do ano.
O relatório, emitido pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) via Sistema Sinan On-line, aponta que o município conseguiu manter os índices de infestação sob controle, sem registrar picos ou sobrecarga nas unidades de atendimento.
De 1º de janeiro até o fechamento de junho, Sorriso contabilizou:
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45 casos confirmados de dengue (com um único registro de dengue com sinais de alarme, notificado em fevereiro);
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19 casos positivos de Chikungunya;
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Nenhum caso de Zika vírus (a única notificação suspeita no período foi investigada e formalmente descartada).
Linha do tempo e bairros de Sorriso com maior incidência
O comportamento da curva epidemiológica mostra que o mês de janeiro concentrou o maior volume de infecções por dengue, apresentando queda gradual nos meses seguintes. No caso da Chikungunya, a distribuição manteve-se linear, com discreta retração no início do período de estiagem.
Evolução mensal dos casos (Janeiro a Junho de 2026):
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Dengue: Janeiro (10), Fevereiro (7), Março (7), Abril (9), Maio (7) e Junho (5).
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Chikungunya: Janeiro (4), Fevereiro (5), Março (4), Abril (3), Maio (2) e Junho (1).
No mapeamento geográfico da Semsa, o residencial Mário Raiter lidera o ranking de notificações de dengue com 4 casos confirmados, seguido pelo Distrito de Primavera, com 3 registros. Em relação à Chikungunya, as maiores concentrações ocorreram nos bairros Bela Vista e Rota do Sol, com 2 casos cada. As demais ocorrências foram distribuídas de forma isolada por outras regiões do perímetro urbano.
Alerta médico para as dores crônicas da Chikungunya
Apesar de os números gerais serem considerados baixos pela coordenadora do Cievs, a enfermeira Cátia Luciano, o médico e secretário de Saúde de Sorriso, Vanio Jordani, fez um alerta importante à população sobre os impactos de longo prazo da Chikungunya, que diferem da recuperação mais rápida da dengue.
“Precisamos lembrar que além da fase aguda a Chikungunya apresenta uma fase crônica em que o paciente continua sentindo muita dor por um longo tempo. Há pessoas que continuam sentindo dores por mais de seis meses”, destacou o profissional.
A Semsa orienta que, diante do surgimento de sintomas como febre alta repentina, dores intensas nas articulações, dor de cabeça ou manchas vermelhas no corpo, o cidadão não recorra à automedicação e procure imediatamente a sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para triagem e coleta de exames.
Vigilância Ambiental foca em água servida e bocas de lobo
Mesmo com a estabilidade dos dados, as equipes da Vigilância em Saúde Ambiental mantêm varreduras diárias em residências, comércios e Pontos Estratégicos (PEs). A coordenadora da pasta, Claudete Damasceno, reforça que o período é ideal para a prevenção. “Não temos pico de arboviroses, não há procura elevada e queremos manter dessa forma”, pontuou.
Atualmente, os agentes de endemias identificaram dois grandes gargalos logísticos na cidade que servem de criadouros potenciais para as larvas do mosquito Aedes aegypti:
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Água Servida: O descarte irregular de águas de lavagem (oriundas de esgotos domésticos ou empresariais) diretamente na via pública;
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Bocas de Lobo Obstruídas: O acúmulo de lixo e folhas retidas nas galerias pluviais urbanas, gerando poças de água parada limpa ou suja.
Ações de cidadania, descarte correto e denúncias
A recomendação oficial é de que cada morador dedique 10 minutos por semana para inspecionar calhas, quintais, vasos de plantas e ralos. A limpeza regular evita também a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras, atraídos pelo acúmulo de inservíveis.
A prefeitura reforça a importância de a população seguir rigorosamente o Calendário de Coleta de Resíduos Sólidos de 2026 para o descarte correto de móveis velhos, eletrodomésticos e podas de jardim, evitando o abandono de entulhos em terrenos baldios.
Canais de Fiscalização: Caso o cidadão identifique focos crônicos de mosquito, descarte inadequado de entulhos ou vazamento de água servida na rua, pode acionar diretamente o Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF) por meio do telefone de denúncias: (66) 99927-2611.
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