Técnica avançada da Politec identifica corpo encontrado em reserva de eucaliptos após 30 dias

Politec identifica vítima após mais de 30 dias enterrada em Diamantino com técnica papiloscópica avançada.

Um trabalho minucioso da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição em Diamantino. Através de técnicas avançadas de papiloscopia, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.

O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, enterrado em uma região de reserva de eucaliptos. Devido às condições em que o corpo foi encontrado, o reconhecimento visual era impossível, exigindo uma intervenção científica complexa para dar respostas à família e à investigação criminal.

Leia também

Ciência contra o tempo: A técnica de reidratação

A identificação por impressões digitais após mais de 30 dias de exposição a fatores ambientais é um desafio para a ciência forense. Para viabilizar a coleta, a equipe técnica utilizou procedimentos laboratoriais de reidratação e recuperação de tecidos, permitindo que a pele dos dedos retomasse a textura necessária para o decalque das papilas dérmicas.

O procedimento foi realizado na Gerência Regional de Diamantino e demandou cerca de 48 horas de trabalho ininterrupto. A operação técnica foi liderada pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (de Nova Mutum), com o apoio fundamental do papiloscopista Osmair de Gois (de Lucas do Rio Verde).

Ficha Técnica da Perícia Detalhes
Vítima Paulo Cristian Leandro Barboza Braga
Local do achado Reserva de Eucaliptos (Diamantino-MT)
Tempo de desaparecimento Aprox. 34 dias
Unidades envolvidas Politec de Diamantino, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde

Avanço nas investigações em Mato Grosso

A gerente regional da Politec de Nova Mutum, Núbia Miranda, destacou que a identificação humana rápida e segura é uma ferramenta essencial para a Polícia Civil avançar nos inquéritos de homicídio. “Este resultado reforça a importância da ciência forense como uma ferramenta eficiente, segura e, acima de tudo, humanizada”, pontuou.

Com a confirmação da identidade, o processo de reconhecimento oficial foi encerrado, permitindo que a família realize o sepultamento. O caso agora segue sob investigação para apurar as circunstâncias da morte e identificar possíveis responsáveis pelo crime em Mato Grosso.

A capacidade da perícia mato-grossense em identificar vítimas mesmo em condições extremas de decomposição é um alento para famílias que buscam por entes desaparecidos. Você acredita que o investimento em tecnologia forense no interior do estado é o caminho mais rápido para solucionar crimes bárbaros ou a segurança pública deveria focar primeiro no policiamento ostensivo para evitar que esses casos aconteçam? Deixe sua opinião nos comentários.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.