Um trabalho minucioso da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição em Diamantino. Através de técnicas avançadas de papiloscopia, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.
O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, enterrado em uma região de reserva de eucaliptos. Devido às condições em que o corpo foi encontrado, o reconhecimento visual era impossível, exigindo uma intervenção científica complexa para dar respostas à família e à investigação criminal.
Ciência contra o tempo: A técnica de reidratação
A identificação por impressões digitais após mais de 30 dias de exposição a fatores ambientais é um desafio para a ciência forense. Para viabilizar a coleta, a equipe técnica utilizou procedimentos laboratoriais de reidratação e recuperação de tecidos, permitindo que a pele dos dedos retomasse a textura necessária para o decalque das papilas dérmicas.
O procedimento foi realizado na Gerência Regional de Diamantino e demandou cerca de 48 horas de trabalho ininterrupto. A operação técnica foi liderada pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (de Nova Mutum), com o apoio fundamental do papiloscopista Osmair de Gois (de Lucas do Rio Verde).
Avanço nas investigações em Mato Grosso
A gerente regional da Politec de Nova Mutum, Núbia Miranda, destacou que a identificação humana rápida e segura é uma ferramenta essencial para a Polícia Civil avançar nos inquéritos de homicídio. “Este resultado reforça a importância da ciência forense como uma ferramenta eficiente, segura e, acima de tudo, humanizada”, pontuou.
Com a confirmação da identidade, o processo de reconhecimento oficial foi encerrado, permitindo que a família realize o sepultamento. O caso agora segue sob investigação para apurar as circunstâncias da morte e identificar possíveis responsáveis pelo crime em Mato Grosso.
A capacidade da perícia mato-grossense em identificar vítimas mesmo em condições extremas de decomposição é um alento para famílias que buscam por entes desaparecidos. Você acredita que o investimento em tecnologia forense no interior do estado é o caminho mais rápido para solucionar crimes bárbaros ou a segurança pública deveria focar primeiro no policiamento ostensivo para evitar que esses casos aconteçam? Deixe sua opinião nos comentários.
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