ALMT cria Grupo de Trabalho para adaptar metas da ONU ao desenvolvimento urbano de Mato Grosso

Em reunião inaugural, especialistas discutem soluções como telhados verdes e drenagem inteligente para combater ondas de calor e alagamentos em Cuiabá.

A sustentabilidade urbana e o enfrentamento aos desafios climáticos foram os eixos centrais da primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta quinta-feira (14).

O grupo, composto por pesquisadores, gestores e sociedade civil, tem a missão de adaptar as diretrizes da Agenda 2030 da ONU à realidade estadual, transformando os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em políticas públicas concretas.

Durante o encontro, o professor da UFMT, Alex Neves Júnior, ministrou a palestra “Construindo Cidades Resilientes 2030”, na qual alertou para a urgência de repensar o modelo de ocupação urbana em Cuiabá.

Segundo o especialista, a predominância de asfalto e concreto tem agravado as ilhas de calor e a frequência de alagamentos, impactando diretamente a saúde e a qualidade de vida da população.

Soluções Práticas para Cidades Sustentáveis

O debate destacou tecnologias e estratégias de planejamento que podem ser integradas ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá (2026) para fortalecer a resiliência da capital:

  • Infraestrutura Verde: Implementação de telhados verdes e materiais de construção que reduzem a absorção de calor.

  • Gestão de Recursos Hídricos: Sistemas inteligentes de drenagem e o reaproveitamento de águas pluviais para evitar inundações.

  • Gestão de Resíduos: Políticas eficientes de reciclagem e redução de descartes.

  • Macrozoneamento: Planejamento que respeite as limitações ambientais e promova o crescimento equilibrado.

Participação Popular e Legislação

O presidente do GT, André Luís Rufino, enfatizou que o objetivo primordial é traduzir o conhecimento técnico em propostas legislativas que combatam a desigualdade e promovam a educação ambiental. Para ampliar a transparência desse processo, o grupo lançou um site oficial onde o cidadão pode acompanhar estudos, atas de reuniões e enviar sugestões diretamente aos membros do GT.

A relatora Clara Vaz reforçou que a sustentabilidade não se constrói de forma isolada, exigindo uma integração profunda entre governo e universidades. O próximo passo do grupo será aprofundar as propostas para a sustentabilidade urbana em uma nova reunião já agendada para o dia 15 de junho, às 14h, na sede da ALMT.

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