Previdência e BNDES firmam parceria para ampliar ESG na gestão de fundos de pensão

Parceria anunciada na quinta-feira (12) prevê capacitação de gestores e analistas para incorporar critérios ambientais, sociais e de governança nas decisões de investimento.

O Ministério da Previdência Social e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram, na quinta-feira (12), uma parceria voltada à capacitação de gestores e analistas de fundos de pensão em investimentos sustentáveis.

A cooperação técnica e educacional será direcionada a profissionais das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs). A proposta é ampliar a capacidade de análise de riscos das instituições, incorporando critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na tomada de decisões financeiras.

A iniciativa busca aproximar os investimentos previdenciários do contexto de transição ecológica e dos desafios relacionados às mudanças climáticas.

Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, a pauta ganhou relevância após debates internacionais sobre sustentabilidade. De acordo com ele, o objetivo é considerar os impactos socioambientais nas estratégias de investimento dos fundos de pensão.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco possui experiência consolidada no financiamento sustentável e poderá compartilhar esse conhecimento com o setor previdenciário.

Mercadante destacou que a instituição é considerada uma das principais financiadoras de energia renovável no mundo e líder no financiamento de ônibus elétricos na América Latina. Desde 2023, o banco afirma ter mobilizado cerca de R$ 7 bilhões para projetos de conservação, recuperação e manejo de florestas, o equivalente ao plantio estimado de 280 milhões de árvores.

Caráter orientativo

A ação será conduzida pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O foco está na ampliação do conhecimento técnico dos gestores.

A cooperação não terá caráter regulatório ou obrigatório. O programa terá função informativa e orientativa, preservando a autonomia das entidades na administração de suas carteiras de investimento.

Atualmente, os fundos de pensão brasileiros administram mais de R$ 1 trilhão em ativos. Para o governo, aproximar parte desses recursos de projetos ligados à transição ecológica pode fortalecer o financiamento de longo prazo da economia.

A iniciativa também segue as diretrizes da Resolução CMN nº 5.202/2025, que orienta a inclusão de fatores ambientais, sociais e de governança na análise de riscos dos investimentos realizados por fundos de previdência complementar.

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