Pix domina, mas brasileiros ainda recorrem ao dinheiro em emergências — e motivo chama atenção

Mesmo com avanço dos pagamentos digitais, 92% da população ainda depende de alternativas físicas em situações críticas

O avanço dos meios de pagamento digitais no Brasil é inegável, mas um dado recente revela um comportamento que chama atenção: mesmo com toda a tecnologia disponível, a maioria dos brasileiros ainda não abriu mão do dinheiro físico ou do cartão.

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise Pesquisas, 92% dos consumidores ainda dependem de meios físicos em situações de emergência — como quando o celular fica sem bateria ou há falhas de conexão.

O dado mostra que, apesar da digitalização acelerada, o brasileiro segue adotando estratégias de segurança para não ficar sem acesso ao dinheiro.

Pix lidera, mas não substitui totalmente os cartões

O PIX já é o meio de pagamento mais utilizado no país, presente na rotina de 80% dos consumidores. A ferramenta domina desde transferências entre pessoas até compras no comércio físico e online.

Nas lojas físicas, o PIX aparece na liderança com 41% das transações, seguido pelo cartão de débito (24%) e crédito (23%). No comércio eletrônico, a vantagem é ainda maior: 55% das compras são feitas via PIX, contra 27% no cartão de crédito.

Mesmo assim, o comportamento do consumidor segue híbrido — combinando tecnologia e métodos tradicionais para garantir mais segurança.

Por que o digital ainda não domina totalmente?

A pesquisa aponta que existem limitações práticas que impedem uma migração completa para o digital. Entre os principais fatores estão a dependência do celular, o risco de falta de bateria ou internet, instabilidades em aplicativos bancários e o medo de golpes.

Esses pontos mostram que a confiança total nos meios digitais ainda está em construção, mesmo com o avanço constante das tecnologias.

Brasil avança na inclusão financeira

Apesar das ressalvas, o Brasil apresenta um alto nível de bancarização: 97% da população possui conta bancária. As contas digitais vêm crescendo e já representam 23%, superando as contas exclusivamente físicas, que somam 20%.

Ainda assim, o modelo mais comum é o híbrido, com 55% dos consumidores utilizando tanto bancos digitais quanto tradicionais.

Varejo precisa se adaptar ao novo comportamento

Para o varejo, o recado é claro: oferecer múltiplas formas de pagamento continua sendo essencial. Mesmo com o crescimento do digital, os consumidores querem ter opções para lidar com imprevistos.

O cenário aponta para um futuro cada vez mais digital, mas sem abandonar totalmente os meios físicos — pelo menos por enquanto.

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