Segurança pública: apenas 32% se sentem seguros na cidade onde vivem

Levantamento nacional indica baixa percepção de segurança entre brasileiros e forte apoio a medidas como câmeras corporais em policiais. Pesquisa também revela rejeição a discursos radicais sobre criminalidade.

Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz sobre segurança pública indica que a maioria dos brasileiros defende políticas voltadas à eficiência, prevenção, uso de tecnologia e cumprimento da lei. O estudo também aponta que grande parte da população não se sente segura no município onde vive, com percepção ainda mais negativa entre as mulheres.

O levantamento mostra que apenas 20% dos entrevistados concordam com a expressão “bandido bom é bandido morto”, indicando baixa adesão a discursos mais radicais. Por outro lado, 73% defendem que crimes devem ser apurados e seus autores julgados e responsabilizados pela Justiça.

Segundo a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, os dados revelam uma mudança de percepção social em relação ao tema. Ela destaca que há uma demanda por soluções mais eficazes e menos baseadas em posições extremas, com foco em resultados concretos no cotidiano da população.

O estudo, realizado pela Oma Pesquisa entre novembro e dezembro de 2025, foi divulgado nesta segunda-feira (18). A amostra contou com 1.115 entrevistas presenciais em todo o país.

Entre os principais resultados, 55% dos entrevistados defendem a aplicação rigorosa das leis já existentes, enquanto 39% consideram necessário o aumento das penas como principal medida de combate ao crime.

Outro dado relevante aponta que 77% acreditam que armas legalmente adquiridas podem ser usadas em crimes quando são roubadas, e 73% afirmam que o aumento da circulação de armas contribui para mais violência.

No campo da atuação policial, 82% são favoráveis ao uso de câmeras corporais como forma de ampliar a transparência e a proteção nas abordagens. Além disso, 65% defendem a necessidade de uma polícia mais preparada e qualificada.

Percepção de insegurança também se destaca no estudo: apenas 32% afirmam se sentir seguros na cidade onde vivem. Entre as mulheres, esse índice cai para 26%. O levantamento ainda indica que 83% dos entrevistados percebem a violência contra a mulher como um problema presente em suas cidades.

Ao final, a pesquisa aponta cinco prioridades para avanços na área: proteção de meninas e mulheres, fortalecimento das forças policiais, enfrentamento ao crime organizado, redução de roubos e retirada de armas ilegais de circulação.

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