Ex-presidente do Rioprevidência é preso em operação da Polícia Federal

A Polícia Federal prendeu Deivis Marcon Antunes durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga suspeitas de crimes financeiros envolvendo recursos da previdência estadual do Rio de Janeiro.

A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. A ação integra a segunda fase da Operação Barco de Papel, que apura crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.

Além da prisão de Antunes, a Justiça Federal expediu outros dois mandados de prisão temporária. Segundo a Polícia Federal, os alvos não foram localizados e são considerados foragidos.

Antunes foi detido em Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro, com apoio da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos e da Polícia Rodoviária Federal. Ele foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, à Superintendência da corporação no Rio de Janeiro.

Após os procedimentos de polícia judiciária, o ex-dirigente será transferido para o sistema prisional fluminense, onde permanecerá à disposição da Justiça. Antunes havia deixado o comando do Rioprevidência no fim de janeiro, após ser alvo de buscas em sua residência.

Banco Master

A Operação Barco de Papel investiga irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central. De acordo com a Polícia Federal, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões no banco.

As prisões foram autorizadas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que apontou risco de destruição de provas e de obstrução das investigações. Mandados também foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Durante a apuração, a Polícia Federal identificou movimentações consideradas suspeitas, como retirada de documentos de um apartamento, manipulação de provas digitais e a transferência de veículos de luxo para terceiros.

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