O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na manhã desta sexta-feira (13), um dos julgamentos mais aguardados pelo setor financeiro neste início de março. A Segunda Turma decide o futuro de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso desde o dia 4 sob graves acusações de fraudes e obstrução de justiça.
A análise ocorre em ambiente virtual e deve ser concluída ao longo do dia. No entanto, um detalhe regimental chama a atenção e pode ser a chave para a soltura do banqueiro: com a suspeição declarada do ministro Dias Toffoli, apenas quatro ministros votam. Em caso de empate (2 a 2), o princípio do “in dubio pro reo” prevalece, e a decisão favorece automaticamente a liberdade de Vorcaro.
Quem vota: Além do relator André Mendonça (que determinou a prisão), participam Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. O julgamento também atinge Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) e o ex-escrivão da PF, Marilson Roseno.
As “Novas Evidências” que complicam a defesa
Apesar da expectativa de liberdade, o histórico da Operação Compliance Zero é pesado. O pedido de manutenção da prisão, feito pela Polícia Federal, sustenta que Vorcaro não apenas operou fraudes no Banco Master, mas teria liderado uma rede de intimidação contra jornalistas e ex-funcionários.
Mensagens interceptadas revelaram planos de ameaças ao jornalista Lauro Jardim (O Globo). Além disso, a investigação aponta que o banqueiro mantinha uma rede de contatos privilegiados dentro do Banco Central e contava com o auxílio de um ex-servidor da PF para antecipar passos da investigação.
Linha do Tempo: De Dubai à Carceragem
- Novembro/2025: Primeira prisão ao tentar fugir para Dubai; Banco Central decreta liquidação do Master.
- Janeiro/2026: Conquista prisão domiciliar com tornozeleira.
- 4 de Março/2026: Volta para a prisão após novas provas de ameaças e tentativa de suborno.
- Hoje (13/03): STF define se ele aguarda o processo em liberdade ou no sistema prisional.
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