Trabalhadores, aposentados, estudantes e movimentos sociais participaram de atos realizados em várias cidades do país nesta sexta-feira, 1º de maio, durante as celebrações do Dia Internacional do Trabalhador.
Em Brasília, a mobilização ocorreu no Eixão do Lazer, na Asa Sul, e teve como principal reivindicação o fim da escala 6×1, sem redução de salários.
O encontro reuniu sindicatos e centrais sindicais do Distrito Federal, com atividades culturais e falas públicas em defesa da redução da jornada de trabalho.
Entre os participantes, a empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, levou familiares ao ato e relatou preocupação com a falta de informação sobre direitos trabalhistas, especialmente em relações informais de trabalho.
Ela destacou situações em que trabalhadores deixam de receber horas extras por desconhecimento das regras. Segundo Cleide, ainda há muitos casos de descumprimento da legislação trabalhista.
Outra participante, a vendedora informal Idelfonsa Dantas, afirmou que a mobilização representa uma luta constante por melhores condições para a classe trabalhadora.
Já as bibliotecárias Kelly Lemos e Ellen Rocha relataram dificuldades no mercado de trabalho, mesmo após aprovação em concurso público, e defenderam a valorização dos profissionais da educação.
No debate sobre qualidade de vida, a estagiária Ana Beatriz Oliveira relatou experiência anterior em jornadas consideradas exaustivas e afirmou ter percebido melhora na saúde e na rotina após mudança para escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Durante o ato, representantes sindicais argumentaram que a redução da jornada pode aumentar a produtividade e não representa prejuízo econômico, sendo tratada como uma questão de justiça social.
O presidente da CUT no Distrito Federal defendeu que o descanso é uma necessidade básica e criticou discursos contrários à redução da jornada, afirmando que a medida também pode beneficiar a organização do trabalho nas empresas.
Além da pauta trabalhista, o evento também trouxe debates sobre a sobrecarga enfrentada por mulheres, que acumulam jornada profissional e tarefas domésticas.
No encerramento da manifestação, houve registro de tensão entre grupos com posicionamentos políticos diferentes, após provocações entre participantes. A Polícia Militar do Distrito Federal interveio e controlou a situação, sem registro de ocorrências graves.
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