A escalada da violência e o agravamento de quadros de sofrimento emocional nas escolas de Mato Grosso voltaram a mobilizar o Legislativo Estadual. Durante sessão nesta quarta-feira (6), o deputado Thiago Silva, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (ALMT), alertou para a urgência de uma resposta estruturada do Estado diante de casos recentes de agressões e crises de saúde mental no ambiente de ensino.
O parlamentar destacou que os episódios deixaram de ser isolados, afetando diretamente o aprendizado dos alunos e a segurança dos profissionais da educação.
Cenário de Crise nas Unidades de Ensino
O debate na ALMT trouxe à tona relatos preocupantes que envolvem desde a Capital até municípios do interior. Entre os pontos críticos citados pelo deputado, destacam-se:
- Agressões contra Servidores: Casos de violência física e verbal contra professores e funcionários em Cuiabá;
- Saúde Mental: Aumento expressivo nos diagnósticos de depressão e ansiedade entre estudantes adolescentes;
- Casos Extremos: Situações graves envolvendo automutilação e ideação suicida dentro das unidades escolares no interior.
Reforço de Equipes Multidisciplinares
Como principal medida de enfrentamento, a Comissão de Educação defende a implementação imediata e permanente de equipes multidisciplinares em todas as escolas da rede pública. A proposta prevê que psicólogos e assistentes sociais não atuem apenas em momentos de crise, mas de forma preventiva no cotidiano escolar.
Para Thiago Silva, a presença contínua desses profissionais é essencial para identificar precocemente sinais de sofrimento emocional e mediar conflitos antes que eles evoluam para agressões físicas. A integração entre as secretarias de Educação e Saúde é apontada como o caminho para garantir um suporte psicossocial eficiente.
Fiscalização e Políticas Permanentes
Além da cobrança por novos profissionais, o Legislativo reforçou que manterá uma agenda de fiscalização nas unidades escolares para verificar as condições de trabalho dos professores. Segundo o parlamentar, a ausência de suporte adequado sobrecarrega os docentes, que acabam assumindo funções de mediadores de conflitos para as quais não possuem formação específica.
A expectativa é que o Governo do Estado apresente um cronograma de contratações e parcerias para fortalecer a rede de proteção nas escolas, tratando a saúde mental como prioridade estratégica para a segurança pública e educacional em Mato Grosso.
Você acredita que a presença de psicólogos nas escolas é suficiente para reduzir a violência, ou o aumento de casos é um reflexo de problemas familiares que o Estado não consegue resolver sozinho? Deixe sua opinião nos comentários.
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