Procuradoria da ALMT dá parecer favorável para CPI da Saúde investigar contratos de 190 milhões de reais

Parecer da ALMT permite ampliar apurações da CPI da Saúde para fatos de 2024 e 2025 envolvendo hospitais e OSS.

A CPI da Saúde, em atuação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deve entrar em uma nova e mais complexa fase de investigações. A Procuradoria Geral da Casa de Leis emitiu um parecer favorável ao pedido de ampliação do escopo temporal da comissão, permitindo que os deputados estendam a linha de apuração para os anos de 2024 e 2025. Até então, o foco estava restrito ao período entre 2019 e 2023.

Com o aval jurídico, novas frentes de investigação passam a fazer parte do cronograma de oitivas e auditorias, colocando sob lupa contratos milionários firmados recentemente na saúde pública estadual.

Contratos de R$ 190 milhões entram na mira dos deputados

Entre os novos fatos conexos que justificaram a ampliação do período investigado, destacam-se repasses e contratos que geraram fortes questionamentos entre os membros da comissão. O foco principal se divide em duas frentes:

  • Hospital Regional de Cáceres: Apuração sobre a qualidade da gestão e a execução dos contratos firmados por uma Organização Social de Saúde (OSS) na unidade;
  • Hospital Central de Cuiabá: Investigação sobre pagamentos que somam aproximadamente R$ 190 milhões destinados à Sociedade Beneficente Hospital Israelita Albert Einstein. O ponto crítico levantado pela CPI é que os valores foram transferidos em um período em que a estrutura da unidade de saúde ainda não estava em pleno funcionamento.

Validação jurídica da Procuradoria

De acordo com o setor jurídico da ALMT, o aditamento do período cumpre rigorosamente os critérios de conexão e pertinência com o objeto inicial da CPI. O procurador responsável pelo parecer destacou que existe um claro vínculo material entre o modelo de gestão hospitalar adotado nos anos anteriores e os desdobramentos contratuais que ocorreram até 2025.

Para que a ampliação ganhe validade oficial, o relatório precisa ser votado e aprovado pelos membros da comissão em ata. Caso ocorra divergência, o presidente da comissão, deputado Wilson Santos (PSD), poderá submeter o requerimento diretamente ao plenário.

“As denúncias que chegaram ao nosso conhecimento são graves e exigem total transparência. É nosso papel esclarecer o destino de cada centavo do dinheiro público aplicado na saúde, especialmente no que envolve contratos com organizações sociais”, pontuou Wilson Santos.

Fases da Investigação Escopo e Alvos Principais
Período Inicial Fatos ocorridos entre 2019 e 2023
Nova Ampliação Inclusão de contratos de 2024 e 2025
Montante sob Suspeita Cerca de R$ 190 milhões (Hospital Central)
Próxima Etapa Votação do parecer pelos membros da comissão

A ampliação da CPI para investigar contratos recentes joga luz sobre o modelo de terceirização da saúde por meio de OSS e fundações privadas. Você acredita que a gestão de hospitais públicos por organizações privadas garante um atendimento melhor à população ou o Estado deveria gerenciar diretamente suas unidades para assegurar maior transparência e controle sobre as verbas públicas? Deixe sua opinião nos comentários.

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