Safra 2025/26: MT projeta 111,3 milhões de toneladas de grãos e mantém liderança nacional

Estado mantém liderança histórica no agronegócio e projeta safra recorde em 2025/26, segundo a Conab.

O gigantismo do agronegócio mato-grossense volta a ditar o ritmo da balança comercial brasileira e a consolidar a segurança alimentar global. Conforme dados oficiais consolidados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para a produção de algodão, soja e milho em Mato Grosso projeta um volume histórico de aproximadamente 111,3 milhões de toneladas de grãos no ciclo da safra 2025/26. O desempenho macroeconômico é sustentado por uma área cultivada que alcança a marca de 22,76 milhões de hectares.

As métricas oficiais chancelam o protagonismo absoluto do estado no cenário macroestrutural do país. Sozinho, o território responde por cerca de 31% de toda a safra de grãos e fibras computada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), isolando o estado na vanguarda da competitividade rural.

Soja atinge recorde de 51,6 milhões de toneladas com liderança histórica

A produção de algodão, soja e milho em Mato Grosso se mantém como principal esteio do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, respaldada por uma hegemonia que atravessa gerações de produtores rurais. No topo dos rankings nacionais, o estado sustenta a liderança na colheita de algodão em pluma desde o ciclo de 1997/98; a dianteira na cultura da soja desde 1999/00; e o primeiro lugar na produção de milho desde a safra 2012/13.

No recorte por culturas, o complexo da soja alcançou o patamar recorde de 51,6 milhões de toneladas na última safra consolidada, registrando o maior volume físico já processado na história da agricultura mato-grossense e superando as marcas do ciclo anterior. Enquanto a oleaginosa atinge tetos históricos, as frentes de trabalho para o algodão e o milho de segunda safra (safrinha) encontram-se em pleno estágio de colheita nas propriedades rurais, mantendo as projeções de liderança intocadas.

Políticas de incentivo fiscal como o Proalmat blindam competitividade das plumas

No segmento das fibras, o estado acumula uma invencibilidade de 29 safras consecutivas no topo do ranking nacional do algodão. Paralelamente, o cereal mantém o primeiro posto há 14 ciclos seguidos, desenhando um cenário em que a produção de algodão, soja e milho em Mato Grosso atua como o eixo de atração para indústrias de esmagamento, usinas de etanol de milho e complexos de fiação.

Para além dos fatores climáticos e de solo favoráveis, economistas e engenheiros agrônomos destacam que mecanismos de governança e políticas públicas — a exemplo do Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat) — são determinantes para blindar a competitividade cambial do setor. O programa estimula a verticalização da cadeia produtiva, o refino genético das sementes e a melhoria contínua da qualidade da pluma exportada.

Sedec aponta planejamento estrutural como diferencial do ecossistema produtivo

De acordo com a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Linacis Vogel Lisboa, os números do ciclo 2025/26 coroam um ecossistema econômico amadurecido. “Liderar a produção de algodão por quase 30 anos, de soja por 26 safras consecutivas e de milho há 14 safras não é coincidência. É o resultado de um ambiente produtivo construído ao longo do tempo”, asseverou a secretária adjunta.

O avanço contínuo da produção de algodão, soja e milho em Mato Grosso está diretamente indexado aos pesados investimentos em infraestrutura logística — como a expansão das malhas ferroviárias e a pavimentação de eixos rodoviários de escoamento —, na facilitação do acesso ao crédito rural e na segurança jurídica do ambiente de negócios. O arranjo consolida o estado como o principal hub agroalimentar da América Latina, com inserção estratégica nos principais mercados consumidores do planeta a partir de Mato Grosso.

Reportagem baseada nos boletins de monitoramento de safra da Conab de 2026, relatórios de incentivos fiscais da Sedec-MT e dados de comércio exterior do Ministério da Agricultura.

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