Diego Guimarães destaca fim do Fethab 2 e novas regras para maquinários apreendidos em Mato Grosso

Decisão do governo sobre fethab2 e uso de maquinários gera apoio no setor produtivo e debate sobre equilíbrio ambiental.

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) destacou, em sessão na Assembleia Legislativa, duas decisões estratégicas do Governo de Mato Grosso que buscam equilibrar a produtividade do campo com a segurança jurídica. As medidas envolvem o cronograma para o encerramento do Fethab 2 e a revisão dos protocolos de destruição de maquinários em operações ambientais.

Para o parlamentar, as ações sinalizam um amadurecimento na gestão estadual, priorizando o diálogo com o setor produtivo e a eficiência no uso de recursos apreendidos.

O fim do Fethab 2 e o alívio ao agronegócio

A confirmação de que o governo não pretende renovar o Fethab 2 após dezembro de 2026 foi recebida como uma vitória para as entidades representativas do setor. O fundo, criado para subsidiar investimentos em transporte e habitação, representava uma carga extra em um momento de margens estreitas para o produtor rural.

Segundo Guimarães, o cenário de queda no preço das commodities e a alta nos custos de insumos tornaram a extinção da taxa uma medida necessária. “O fim do Fethab 2 dentro do prazo legal é um compromisso com quem produz. É garantir que o estado continue crescendo sem sufocar a rentabilidade de quem está no campo”, pontuou o deputado.

Mudança no protocolo de destruição de máquinas

Outro avanço celebrado foi a diretriz que restringe a queima de tratores, caminhões e outros equipamentos apreendidos em fiscalizações ambientais. A nova orientação estabelece que a destruição deve ser o último recurso, priorizando a apreensão para posterior uso social.

Os argumentos para a mudança na diretriz ambiental incluem:

  • Reaproveitamento Público: Máquinas podem ser doadas a prefeituras para manutenção de estradas vicinais;
  • Segurança Jurídica: Evita a destruição de bens antes do trânsito em julgado de processos administrativos;
  • Responsabilidade Social: Destinação de equipamentos para projetos de agricultura familiar e infraestrutura comunitária;
  • Preservação de Ativos: Muitos bens apreendidos possuem alto valor de mercado e utilidade pública comprovada.

Eficiência e Segurança Jurídica

Diego Guimarães reforçou que o combate ao desmatamento ilegal deve continuar rigoroso, mas defendeu que as punições sejam fundamentadas na legalidade e na racionalidade econômica. A ideia é que o estado atue de forma firme contra o crime, mas sem desperdiçar recursos que possam ser revertidos em benefícios para a própria sociedade mato-grossense.

As medidas seguem sob acompanhamento das comissões temáticas da ALMT, que devem monitorar a implementação das novas diretrizes tanto na arrecadação tributária quanto na fiscalização de campo.

Reportagem baseada em pronunciamentos oficiais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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