Projeto de inteligência geoespacial do CBMMT é eleito um dos cinco melhores do país em Brasília

Projeto do CBMMT é destaque nacional ao usar dados satelitais para reduzir queimadas em Mato Grosso.

O pioneirismo tecnológico e a eficiência operacional das forças de salvamento rondonianas ganharam projeção no cenário nacional. O projeto de inteligência geoespacial no combate a incêndios florestais em Mato Grosso, desenvolvido de forma autoral pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), foi reconhecido como uma das cinco melhores práticas de gestão pública do país. A honraria foi entregue durante a cerimônia do 2º Prêmio Brasil MAIS, realizada em Brasília (DF), nos dias 17 e 18 de junho.

A premiação ocorreu no âmbito do Encontro Nacional de Usuários da RedeMAIS – Meio Ambiente Integrado e Seguro, fórum institucional que congrega ministérios, agências reguladoras e forças de segurança das 27 unidades federais. O foco do evento foi o compartilhamento de matrizes tecnológicas aplicadas à repressão de ilícitos ambientais, inteligência cibernética e otimização da fiscalização ecológica em biomas sensíveis.

Imagens diárias de satélite guiam equipes em tempo real no Cerrado e Pantanal

A espinha dorsal da iniciativa, intitulada oficialmente como “inteligência geoespacial no combate a incêndios florestais em Mato Grosso”, baseia-se no processamento de imagens diárias de alta resolução espacial capturadas pela constelação de satélites Planet, sob o ecossistema da Rede Brasil MAIS (coordenada pela Polícia Federal). A leitura analítica dessas mídias orbitais permite mapear cicatrizes de queima e rastrear focos de calor ativos com margem de erro milimétrica.

De acordo com notas técnicas emitidas pelo comando do CBMMT, a incorporação desses metadados à rotina de radiopatrulhamento revolucionou a tomada de decisões táticas do estado. O sensoriamento remoto avançado possibilita calcular o vetor de propagação do vento e a densidade da biomassa vegetal, garantindo o envio cirúrgico de brigadas de solo e aeronaves de combate para as zonas de ignição crítica, minimizando o tempo de resposta logística.

Indicadores apontam aumento de 74,6% nas multas aplicadas por crimes ambientais

Os impactos práticos da engenharia geoespacial foram detalhados pelo comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza. O oficial expôs que a metodologia analítica permitiu ao estado registrar uma redução recorde na área total convertida em cinzas pelos incêndios florestais ao longo do último ano.

O cruzamento de dados gerou um incremento robusto nos índices de responsabilização jurídica de infratores rurais:

  • Arrecadação Punitiva: Elevação de 74,6% no valor global das multas administrativas aplicadas pela fiscalização;
  • Presença de Campo: Salto de 62,4% no volume físico de vistorias e notificações em propriedades mapeadas por desmatamento ou queima não autorizada;
  • Eficiência Probatória: Produção de laudos periciais automáticos com imagens de “antes e depois” para subsidiar inquéritos civis do Ministério Público.

Comando-Geral destaca Mato Grosso como palestrante de inovação na capital federal

Para o comandante-geral do CBMMT, coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o troféu recebido na capital federal carimba a competência técnica da engenharia militar estadual frente aos desafios das mudanças climáticas globais. Ele asseverou que a inteligência geoespacial no combate a incêndios florestais em Mato Grosso confere segurança jurídica às autuações, ao isolar com precisão se a natureza do fogo foi fruto de combustão espontânea ou ação humana intencional.

Além de receber a condecoração oficial, a comitiva de Mato Grosso atuou como painelista principal no encerramento do encontro nacional. Os oficiais ministraram workshops demonstrando o funcionamento dos sistemas integrados de monitoramento do BEA para delegações de outros estados, consolidando o know-how tecnológico mato-grossense como referência de governança para o desenvolvimento sustentável em Mato Grosso.

Reportagem baseada em relatórios estatísticos de monitoramento do BEA, atas de premiação do 2º Prêmio Brasil MAIS e manuais operacionais de sensoriamento remoto da RedeMAIS.

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