CPI da Saúde inicia oitivas nesta quarta-feira (6) para apurar suspeitas em contratos de R$ 200 milhões em Mato Grosso

Depoimentos marcam nova fase técnica da investigação sobre contratos da saúde entre 2019 e 2023.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) inicia, nesta quarta-feira (6), uma fase crucial nas investigações sobre a gestão da saúde pública no estado. A CPI da Saúde começa a ouvir auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE) às 14h, com o objetivo de esclarecer possíveis irregularidades em contratos firmados entre 2019 e 2023.

O foco central da comissão são as compras emergenciais e licitações realizadas durante a pandemia de Covid-19, período em que auditorias técnicas apontaram “alertas e inconsistências” em processos milionários.

Auditores na Mira da Comissão

Nesta primeira rodada de depoimentos, três auditores do Estado serão ouvidos para detalhar os relatórios técnicos que produziram:

  • Emerson Hideki Hayashida;
  • Nick Andrew Pereira Ugalde;
  • Bruno Fernandes Sugawara.

Estes profissionais atuaram diretamente na fiscalização de contratos e pagamentos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Os depoimentos são considerados essenciais para que os deputados compreendam o caminho do dinheiro público e identifiquem se houve falhas de fiscalização ou desvios deliberados.

Cronograma de Investigação

A CPI da Saúde adotou uma estratégia de investigação dividida por frentes técnicas para evitar que o processo se perca em questões políticas. O planejamento inclui:

  1. Fase Técnica: Depoimentos de auditores e análise de documentos da CGE e Tribunal de Contas;
  2. Fase Operacional: Oitiva de delegados que comandaram a Operação Espelho, que investigou o cartel de empresas em hospitais regionais;
  3. Fase Administrativa: Convocação de gestores e servidores da cúpula da Secretaria de Saúde.

O que está em jogo?

A comissão busca entender como funcionavam as contratações emergenciais e se empresas criadas recentemente foram beneficiadas em detrimento da eficiência do serviço público. A análise técnica é o pilar que sustentará o relatório final, podendo resultar em encaminhamentos ao Ministério Público e pedidos de responsabilização civil e criminal.

A transparência sobre as decisões tomadas durante a crise sanitária é a prioridade dos parlamentares, que buscam garantir que o uso dos recursos públicos tenha seguido os princípios da legalidade e moralidade administrativa.

Você acredita que a CPI da Saúde na Assembleia Legislativa conseguirá, de fato, punir os responsáveis por eventuais desvios em Mato Grosso, ou o tempo decorrido desde a pandemia pode dificultar a coleta de provas concretas? Deixe sua opinião nos comentários.

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