Sarampo chega a sete casos confirmados em São Paulo neste ano

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou mais dois casos da doença na capital paulista, elevando para sete o total de registros em 2026. A recomendação é reforçar a vacinação, especialmente entre crianças.

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou, na noite desta terça-feira (30), mais dois casos de sarampo na capital paulista. Com as novas confirmações, o estado soma sete registros da doença em 2026.

De acordo com a pasta, os novos casos foram identificados em uma região próxima ao município de Guarulhos e envolvem um bebê de 6 meses e uma mulher de 20 anos, mãe de um dos bebês que tiveram a infecção confirmada na semana passada.

Na semana anterior, o governo estadual já havia confirmado outros três casos de sarampo, todos em bebês com idade entre 6 meses e 1 ano. As autoridades de saúde seguem investigando a origem das infecções.

Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria da Saúde passou a recomendar a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes na capital paulista e em Guarulhos. A medida amplia a proteção, mas não substitui o calendário regular de vacinação.

Mesmo após receber a dose zero, a criança deve seguir o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.

A secretaria também orienta que moradores do estado procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e atualizar a imunização, se necessário. Atualmente, a cobertura vacinal contra o sarampo em São Paulo é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda.

Pessoas com até 59 anos que não possuam comprovante de vacinação ou que não tenham completado o esquema recomendado também devem atualizar a carteira de vacinação.

Doença altamente contagiosa

O sarampo é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade, propagada pelo ar por meio da tosse, espirro, fala ou respiração de pessoas infectadas. Uma pessoa com o vírus pode transmitir a doença para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso. Em casos mais graves, a doença pode provocar complicações como diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia, encefalite e até cegueira. A vacinação gratuita oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) continua sendo a principal forma de prevenção.

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