Tragédia: Naufrágio de rabeta no Marajó deixa duas crianças mortas durante travessia entre Pará e Amapá

Uma travessia comum entre comunidades ribeirinhas terminou em tragédia nesta quinta-feira (8) no arquipélago do Marajó. Duas crianças morreram após o naufrágio de uma embarcação do tipo rabeta enquanto viajavam com os pais pelo rio, em um trajeto entre o município de Afuá, no Pará, e a cidade de Santana, no Amapá.

De acordo com informações apuradas junto às autoridades, a família era composta por pai, mãe e dois filhos — uma menina de 9 anos e um menino de apenas 2 anos. Durante a navegação, a embarcação acabou afundando, possivelmente em razão das condições do rio naquele momento.

Ao perceberem a situação de risco, os pais tentaram salvar as crianças, mas não conseguiram evitar o afogamento. O acidente causou comoção nas comunidades ribeirinhas da região, onde esse tipo de embarcação é amplamente utilizado como principal meio de transporte.

Após o naufrágio, equipes de resgate da cidade de Santana foram mobilizadas e realizaram a retirada dos corpos das vítimas. O atendimento contou com o apoio de órgãos locais, que atuaram no resgate e nos primeiros procedimentos após a ocorrência.

A Capitania dos Portos se manifestou lamentando o ocorrido e prestou solidariedade à família. O órgão voltou a alertar sobre a importância do uso de equipamentos de segurança, especialmente coletes salva-vidas, em embarcações de pequeno porte, como as rabetas, muito comuns na região amazônica.

Em nota, a Marinha do Brasil informou que será instaurado um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do acidente. A investigação deverá analisar fatores como as condições de navegação, a segurança da embarcação e possíveis falhas que possam ter contribuído para o naufrágio.

Especialistas e autoridades locais destacam que acidentes envolvendo rabetas são recorrentes em rios da Amazônia, principalmente em períodos de variação do nível das águas e de correnteza mais intensa. A navegação sem os cuidados adequados aumenta significativamente o risco de ocorrências graves.

Diante do caso, órgãos de fiscalização reforçaram o alerta à população ribeirinha para a adoção de medidas preventivas durante deslocamentos fluviais. Entre as recomendações estão o uso obrigatório de coletes salva-vidas, a limitação do número de passageiros e a atenção redobrada às condições climáticas e do rio antes de iniciar a viagem.

Tragédias como essa reforçam a vulnerabilidade enfrentada por comunidades que dependem exclusivamente do transporte fluvial e evidenciam desafios estruturais presentes em regiões afastadas dos grandes centros. Situações semelhantes também são acompanhadas em outros países com extensas áreas ribeirinhas, tema recorrente em reportagens da editoria de atualidades internacionais.

As autoridades não divulgaram informações sobre velório e sepultamento das crianças. A família segue recebendo apoio das equipes locais enquanto o caso continua sob apuração.

 

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