PND abre adesões para redes públicas e define calendário de 2026

O Ministério da Educação iniciou o período de adesão voluntária à Prova Nacional Docente para 2026 e divulgou as principais datas do exame.

O Ministério da Educação (MEC) abriu, entre abril e maio, o período para adesão voluntária das redes públicas de ensino à Prova Nacional Docente (PND) de 2026. Estados, municípios e o Distrito Federal podem utilizar o desempenho dos candidatos no exame em seus próprios processos seletivos para professores.

A adesão deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), com acesso via conta Gov.br dos gestores e equipes técnicas. O prazo final ainda será oficialmente divulgado pela pasta.

A PND tem como objetivo facilitar a contratação de docentes da educação básica, permitindo que a nota do exame seja utilizada como etapa única ou complementar em concursos públicos e seleções simplificadas.

Renovação automática

Redes de ensino que aderiram à PND em 2025 não precisam firmar novo termo com o MEC. No entanto, os gestores devem confirmar o interesse em continuar utilizando a nota do exame no mesmo sistema.

De acordo com portaria publicada na segunda-feira (6), a adesão passa a ter prazo indeterminado, podendo ser cancelada a qualquer momento pelo gestor responsável, também via Simec.

No ano anterior, 1.508 municípios e 22 estados aderiram à iniciativa.

Cronograma da prova

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também divulgou o calendário geral da PND. A lista de redes participantes deve ser publicada até junho, antes da abertura das inscrições dos candidatos.

O período de inscrição está previsto para ocorrer de 15 a 26 de junho de 2026. A aplicação da prova será realizada em 20 de setembro, seguindo o cronograma do Enade das Licenciaturas. Os resultados finais devem ser divulgados em dezembro.

Funcionamento da avaliação

Conhecida como “Enem dos Professores”, a PND é aplicada anualmente pelo MEC em parceria com o Inep. A avaliação não cria um banco de candidatos e não substitui os processos seletivos das redes de ensino, que continuam responsáveis por publicar editais com critérios próprios.

As redes só têm acesso às notas mediante a apresentação do CPF dos candidatos. Os resultados têm validade de até três anos.

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