Uma nova audiência de conciliação entre o sindicato que representa as empresas de ônibus do município do Rio de Janeiro e os trabalhadores do transporte rodoviário terminou sem acordo nesta segunda-feira (6), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).
As negociações serão retomadas na quarta-feira (8), às 11h, período em que ambas as partes deverão analisar as propostas discutidas durante a reunião.
Na audiência, os empresários elevaram a proposta de reajuste baseada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,39% para 4,5%. No entanto, o TRT-1 e o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitaram que seja apresentada uma nova oferta de, pelo menos, 5%, percentual já concedido aos rodoviários de Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
O presidente do Rio Ônibus, José Gouvea, afirmou que realizará uma reunião com os empresários nesta terça-feira (7) para avaliar a possibilidade de ampliar a proposta. Segundo ele, as empresas enfrentam um cenário financeiro delicado e registram receita inferior à obtida em 2023.
Já o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, Sebastião José, declarou esperar uma proposta mais vantajosa na próxima audiência. A categoria também convocou uma assembleia para esta terça-feira (7), às 16h, quando poderá deliberar sobre uma nova paralisação.
Os trabalhadores haviam suspendido temporariamente a greve na quinta-feira (2), com o objetivo de permitir o avanço das negociações. Atualmente, os ônibus urbanos da capital fluminense transportam cerca de 32 milhões de passageiros por mês.
Histórico da greve
O dissídio coletivo de greve e de natureza econômica foi ajuizado pelo Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro em 27 de junho. Na mesma data, o TRT-1 reconheceu a legalidade da paralisação e determinou a circulação mínima de 50% da frota por linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A greve teve início em 29 de junho. No mesmo dia, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, atendeu a um pedido do município do Rio de Janeiro e elevou o percentual mínimo da frota em operação para 80%, por linha, itinerário e faixa horária, estabelecendo multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, a valorização dos pisos remuneratórios, a ampliação de benefícios e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
Até o momento, três audiências de conciliação já foram realizadas, mas ainda não houve consenso sobre o reajuste reivindicado pelos rodoviários.
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