Lula na Alemanha defende pioneirismo dos biocombustiveis brasileiros e critica regulamento da União Europeia

Durante visita a Hanôver, o presidente destacou o papel do Brasil na produção de energia limpa e questionou novas regras ambientais da União Europeia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20), em visita à Alemanha, que o Brasil tem posição de destaque no desenvolvimento de biocombustíveis e criticou normas ambientais recentes adotadas pela União Europeia (UE). As declarações foram feitas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado em Hanôver.

Ao abordar o tema energético, Lula ressaltou a eficiência do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no Brasil, destacando seu potencial de geração de energia por hectare e a redução significativa de emissões de gases poluentes em comparação à gasolina.

O presidente também apontou que o setor de transportes é um dos principais desafios para a descarbonização europeia e afirmou que o bloco revisa suas regras sobre biocombustíveis. Segundo ele, algumas propostas em discussão desconsideram práticas sustentáveis já adotadas no uso do solo brasileiro.

Lula mencionou ainda a adoção recente de um mecanismo de cálculo de carbono que, segundo ele, não reconhece adequadamente o perfil renovável da matriz energética do Brasil.

Para o presidente, medidas desse tipo podem dificultar o acesso da Europa a fontes de energia limpa em um momento de transição global. Ele defendeu a necessidade de padrões ambientais elevados, mas argumentou que eles não devem ignorar realidades produtivas distintas.

Ao encerrar sua fala, Lula afirmou que o Brasil está preparado para se consolidar como uma economia desenvolvida e reforçou o interesse em atrair investimentos ligados à transição energética. Segundo ele, o país oferece condições favoráveis para produção de energia limpa e competitiva.

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