Caso Edmilson Teles: Polícia prende mais três suspeitos de matar motorista de app em emboscada na Bahia

A Polícia Civil da Bahia deu um passo decisivo para elucidar o brutal assassinato do motorista de aplicativo Edmilson Teles Brito, de 36 anos. Nesta terça-feira (7), três homens suspeitos de participar da emboscada e do latrocínio foram presos em Salvador.

Os investigados, com idades de 21, 23 e 25 anos, foram localizados nos bairros de Barro Duro e Jardim Nova Esperança. A ação faz parte da terceira fase da “Operação Ultimum Iter”, que investiga o crime ocorrido em outubro do ano passado na BA-535, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

A emboscada e a crueldade do crime

Edmilson foi atraído para uma armadilha após aceitar uma corrida solicitada por meio de uma plataforma de transporte. Durante o trajeto, os supostos passageiros anunciaram o assalto.

Segundo as investigações da Polícia Civil, um dos criminosos utilizou uma arma de fogo para render a vítima, enquanto os outros dois participaram ativamente das agressões físicas contra o trabalhador. O motorista foi levado sob ameaça para uma área de mata fechada.

Executado para não bloquear transferências bancárias

As investigações revelaram um detalhe chocante sobre a motivação da execução. Após roubarem o celular de Edmilson, os criminosos realizaram diversas transferências financeiras via aplicativo bancário.

Para garantir que o motorista não entrasse em contato com a instituição financeira e bloqueasse as transações, o grupo decidiu assassiná-lo na área de mata. Edmilson chegou a ser socorrido após os disparos, mas não resistiu aos ferimentos graves.

Para tentar encobrir o crime, os suspeitos ocultaram o veículo da vítima, removeram o rastreador do automóvel e adotaram estratégias complexas para despistar as forças de segurança.

Rastro digital levou à prisão dos suspeitos

O uso de tecnologia e inteligência policial foi fundamental para a resolução do caso. A polícia chegou aos suspeitos após rastrear o perfil do usuário que solicitou a corrida na plataforma de transporte e cruzar esses dados com o destino das movimentações bancárias.

Com as prisões realizadas nesta terça-feira, sobe para quatro o número de envolvidos detidos. Em maio deste ano, um jovem de 19 anos já havia sido preso na Praia da Barra sob suspeita de participação no crime.

A Operação Ultimum Iter segue em andamento para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis novos integrantes da quadrilha que atua na RMS.

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