Adilsinho é preso após ação integrada contra o crime organizado no Rio

A captura do contraventor em Cabo Frio foi resultado de operações conjuntas entre Polícia Federal e Polícia Civil, após tentativas anteriores frustradas.

A prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, realizada nesta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, foi resultado de um trabalho considerado complexo e persistente pelas forças de segurança. A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), formada pela Polícia Federal e pela Polícia Civil.

Segundo o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Galvão, esta foi a terceira tentativa de captura. As operações anteriores teriam sido dificultadas por esquemas de proteção ligados à estrutura da contravenção. Ele destacou a atuação contínua e coordenada das equipes como fator decisivo para o sucesso da ação.

As investigações apontam que o contraventor mantinha diversas frentes de financiamento ilegal. Entre elas estão fábricas clandestinas de cigarros, exploração do jogo do bicho e operação de máquinas caça-níqueis. Em operações anteriores, três unidades de produção ilegal foram fechadas. Em uma delas, mais de 20 trabalhadores estrangeiros foram encontrados em condições análogas à escravidão.

O secretário estadual de Polícia Civil, Felipe Curi, ressaltou que a integração entre as instituições tem permitido a realização de operações estratégicas baseadas em inteligência. Para ele, a prisão representa um avanço importante no combate ao crime organizado no estado.

Adilsinho é investigado por dezenas de homicídios, incluindo crimes relacionados a disputas entre grupos criminosos, rivais e integrantes de esquemas ligados à contravenção e ao comércio ilegal de cigarros. Ele já possui três mandados de prisão por assassinatos, conforme apurações das delegacias especializadas.

Entre os casos em investigação está a morte de um advogado ocorrida em fevereiro de 2024, em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, em uma ação considerada ousada pelas autoridades.

Para as forças de segurança, a captura do contraventor representa um impacto significativo na estrutura da máfia do jogo do bicho e um reforço nas ações de enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro.

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