Mato Grosso deu um passo estratégico para consolidar sua matriz industrial e energética durante a Norte Show 2026, em Sinop. O Governo do Estado apresentou o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa, que projeta a integração total entre floresta, indústria e energia até o ano de 2040.
A estratégia surge para acompanhar o crescimento explosivo da indústria de etanol de milho em Mato Grosso, que elevou o consumo de biomassa em 114% entre 2021 e 2024. Atualmente, o estado conta com 13 usinas exclusivas de etanol de milho em operação.
Biomassa como motor da agroindústria
O plano detalhado pelo engenheiro florestal Filipe Mincache Ueoka, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), foca na organização da cadeia produtiva para evitar gargalos. A biomassa florestal é essencial para gerar energia térmica nos processos industriais, substituindo combustíveis fósseis e garantindo a sustentabilidade do setor.
Mato Grosso possui hoje cerca de 298 mil hectares de florestas plantadas:
- Eucalipto: 210 mil hectares, sendo que 80% da produção é destinada à energia;
- Teca: 70 mil hectares voltados principalmente para o mercado de exportação de alto valor.
Em 2024, o setor florestal movimentou R$ 593 milhões, com o comércio exterior de teca alcançando a marca de R$ 113 milhões.
Recuperação de pastagens degradadas
Um dos eixos centrais da estratégia até 2040 é o aproveitamento de áreas com baixa produtividade. O estado possui cerca de 12 milhões de hectares de pastagens, sendo que metade apresenta algum nível de degradação.
A proposta é converter as áreas menos aptas para a agricultura intensiva em cultivos florestais. Isso permite aumentar a oferta de madeira e biomassa energética sem a necessidade de converter novas áreas de vegetação nativa, fortalecendo o compromisso ambiental do agronegócio mato-grossense.
Visão de Futuro
Lançado oficialmente em março de 2026, o plano foi construído em parceria com diversas instituições técnicas. A secretária adjunta da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, pontuou que a iniciativa cria bases sólidas para o crescimento econômico de longo prazo, conectando quem produz a madeira com quem consome a energia.
A redação do CenárioMT acompanha a evolução da silvicultura no estado. Você acredita que o cultivo de florestas plantadas é uma alternativa rentável para os pequenos produtores de Mato Grosso? Deixe sua opinião nos comentários.
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