A repressão a crimes violentos contra o patrimônio em áreas rurais, o monitoramento de restrições bancárias em transações digitais noturnas e a ativação de protocolos de polícia judiciária pautaram o registro de uma tragédia na região Sul do estado. Um idoso de 68 anos foi morto a tiros na noite de segunda-feira (29 de junho) após reagir a um assalto em uma chácara localizada no perímetro rural de Rondonópolis.
A ação criminosa foi executada por um bando armado e ocorreu na presença da sobrinha da vítima, que chegou a ser mantida em cárcere sob amarração.
Bando armado invade chácara em Rondonópolis e mata idoso que tentou impedir roubo
Os dados preliminares coletados pelas forças de segurança apontam que um grupo composto por cinco criminosos encapuzados invadiu a propriedade rural no início da noite. Os assaltantes renderam os moradores de forma agressiva e anunciaram o roubo. Em um momento de distração dos suspeitos, o idoso tentou intervir para salvaguardar sua família e impedir a subtração dos bens, iniciando uma reação.
No entanto, um dos assaltantes efetuou disparos de arma de fogo à queima-roupa contra a vítima. Os projéteis atingiram regiões vitais do idoso de 68 anos, que caiu gravemente ferido no interior do imóvel.
Assaltantes amarram sobrinha da vítima e tentam extorsão via Pix de R$ 40 mil
Mesmo com o proprietário alvejado no chão, os criminosos mantiveram a agressividade da investida. O bando amarrou a sobrinha do idoso com cordas e, sob constantes ameaças de morte, passou a exigir que ela realizasse transferências bancárias que totalizavam R$ 40 mil por meio do sistema Pix.
Apesar da forte pressão psicológica exercida pelos assaltantes, as transações financeiras de alto valor foram bloqueadas pelas operadoras bancárias e não se concretizaram. O impedimento deu-se exclusivamente em razão dos mecanismos automáticos de segurança do Banco Central para o horário noturno, que limitam os valores de transferências digitais para coibir sequestros-relâmpago e extorsões.
Os principais fatores cronológicos e as medidas periciais adotadas na chácara foram resumidos nos tópicos abaixo:
- Natureza do Crime: Configuração inicial de latrocínio (roubo seguido de morte), capitulado no Código Penal;
- Bloqueio Bancário: Diretrizes de segurança noturna do Pix inviabilizaram a transferência eletrônica de R$ 40 mil;
- Atendimento Médico: Uma ambulância de suporte avançado do Samu deslocou-se ao local, constatando o óbito na cena;
- Estratégia de Investigação: Coleta de impressões digitais na casa e varredura de rotas de fuga por estradas vicinais.
Polícia Civil instaura inquérito por latrocínio e caça os cinco envolvidos
Ao perceberem que não conseguiriam extrair o montante financeiro via aplicativo e diante do risco do barulho dos tiros ter alertado vizinhos, os cinco suspeitos abandonaram a chácara e empreenderam fuga por rumo ignorado, levando pertences das vítimas. Após a partida do bando, a mulher conseguiu desvencilhar-se das amarras e acionou imediatamente a Polícia Militar via 190.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi deslocada para prestar socorro médico na propriedade rural, mas os paramédicos puderam apenas chancelar o óbito do idoso. O perímetro foi isolado para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O caso foi repassado formalmente à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Polícia Civil, que trabalha no cruzamento de dados de inteligência e oitivas para identificar a autoria do latrocínio em Mato Grosso.
Reportagem baseada nos boletins de ocorrência lavrados pelo 5º Batalhão da Polícia Militar de Rondonópolis, relatórios médicos de campo do Samu e dados de plantão da Polícia Judiciária Civil.
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