Conforme divulgado pela Polícia Civil de Mato Grosso, a Operação Extensão foi deflagrada na manhã desta terça-feira (30), em Sinop, para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por suposta participação em uma facção criminosa que atua no norte do estado. Além das diligências, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos alvos, medida destinada a impedir a movimentação de recursos investigados por possível ligação com atividades ilícitas.
Segundo a Polícia Civil, os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá. Os investigadores apuram, entre outros crimes, organização criminosa e lavagem de capitais, previstos na Lei nº 12.850/2013 e na Lei nº 9.613/1998.
Investigação aponta influência de liderança presa
Conforme apurado pela investigação, o principal alvo da Operação Extensão, identificado pelas iniciais L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, é apontado como integrante da facção criminosa na região norte do estado. As investigações tiveram início em 2024, após a transferência do suspeito para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.
Mesmo custodiado em unidade federal, a Polícia Civil afirma que ele teria continuado a exercer influência sobre a organização criminosa por meio de integrantes responsáveis por transmitir ordens e manter a estrutura do grupo em funcionamento.
Estrutura financeira e logística da facção
De acordo com a apuração policial, os investigados desempenhariam funções estratégicas para a manutenção da facção, incluindo a distribuição fragmentada de valores oriundos de atividades ilícitas e o suporte às operações do grupo.
Os policiais também identificaram indícios da existência de uma rede de operadores encarregados de:
- Movimentação financeira de recursos investigados;
- Suporte logístico às ações criminosas;
- Habilitação de linhas telefônicas;
- Ocultação patrimonial;
- Utilização de terceiros para dificultar o rastreamento de bens e valores.
Segundo a Polícia Civil, os materiais apreendidos durante a Operação Extensão, como celulares, documentos e mídias digitais, poderão auxiliar na identificação de novos envolvidos e no fortalecimento das provas reunidas durante a investigação.
Por que a operação recebeu esse nome?
De acordo com a corporação, o nome Operação Extensão faz referência à estratégia investigada de ampliar a atuação da liderança da facção por meio de integrantes e intermediários que executariam suas determinações mesmo sem contato direto e aparente com o líder preso.
O que diz a legislação
A investigação envolve suspeitas de organização criminosa e lavagem de capitais. A Lei nº 12.850/2013 define organização criminosa e estabelece instrumentos para investigação e repressão desses grupos, enquanto a Lei nº 9.613/1998 trata dos crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.
A ação também integra a Operação Pharus, inserida no planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026 dentro do Programa Tolerância Zero, iniciativa voltada ao enfrentamento das facções criminosas no estado.
As investigações continuam, e os fatos serão analisados pela Justiça. Os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a legislação brasileira.
Se houver novas atualizações sobre a Operação Extensão, elas serão incorporadas à cobertura.
Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Polícia Civil de Mato Grosso.
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