Um ataque com uso de drone carregando um artefato explosivo quase terminou em morte e levou à deflagração de uma operação policial em Primavera do Leste, em Mato Grosso. A ação teve como alvo um grupo criminoso investigado por tentar matar um empresário e ameaçar a segurança de toda uma vizinhança.
O atentado é tratado como tentativa de homicídio qualificada e só não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade dos autores, segundo os investigadores. O ataque ocorreu no município de Itaberaí, em Goiás, mas os suspeitos foram localizados em território mato-grossense durante o avanço das apurações.
A operação, batizada de Cobrança Final, foi deflagrada pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Antissequestro da Delegacia Estadual de Investigações Criminais e do Grupo de Investigação de Homicídios de Itaberaí. O objetivo foi cumprir seis ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos contra integrantes do grupo.
Conforme informações apuradas pela polícia, os investigados teriam atuado como executores diretos do atentado. As diligências revelaram que dois veículos aéreos não tripulados foram utilizados na ação criminosa, sendo que um deles transportava um artefato explosivo de uso militar, identificado como granada M67.
O equipamento foi direcionado à residência do empresário e de seus familiares, em um contexto considerado compatível com intenção homicida. A polícia destacou que o risco não se limitava às vítimas diretas, já que a eventual detonação poderia atingir terceiros e causar danos graves à coletividade.
As investigações também indicaram que o grupo criminoso teria atuação voltada à prática de extorsões e cobranças forçadas de supostos débitos. Segundo a apuração, essas ações eram acompanhadas de violência e grave ameaça, com uso de armas de fogo e, mais recentemente, de artefatos explosivos.
O ataque com drone marcou uma escalada no modo de agir do grupo, o que chamou a atenção das forças de segurança. De acordo com os investigadores, a falha do equipamento, que colidiu e caiu antes de atingir o alvo, foi determinante para impedir a consumação do crime. Após a queda, houve atuação especializada para neutralização do artefato.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo. Os suspeitos detidos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o material apreendido deve subsidiar as próximas fases do inquérito.
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