Uma força-tarefa urbana percorreu a Avenida Comandante Costa, Cuiabá, para executar a quinta fase da Operação Telefone Sem Fio.
A ofensiva recolheu uma tonelagem expressiva de fiação aérea morta, conexões clandestinas e cabos de telefonia e internet rompidos que estavam pendurados ou caídos sobre calçadas e ciclovias, gerando riscos de acidentes e poluição visual.
A ação de ordenamento foi coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), atuando em parceria técnica com os eletricistas e engenheiros da concessionária Energisa Mato Grosso. Ao todo, as equipes de campo realizaram o corte e a remoção de 1.156 metros de cabos irregulares, o que resultou no descarte de 130 quilos de cobre e revestimentos plásticos obsoletos que sobrecarregavam a estrutura de sustentação dos postes.
Notificação prévia e cumprimento de prazos
Para assegurar o cumprimento dos contratos de compartilhamento de infraestrutura rodoviária e evitar a interrupção abrupta de serviços essenciais de telecomunicação aos usuários regulares, as empresas proprietárias das redes passaram por uma triagem prévia.
Todas as operadoras que utilizam o alinhamento de postes da Avenida Comandante Costa foram notificadas formalmente com 30 dias de antecedência pela distribuidora. O prazo legal foi concedido para que os provedores de internet e empresas de telefonia realizassem o autoalinhamento, o tensionamento das linhas de transmissão e a retirada de sobras técnicas de cabos coaxiais e fibra óptica. Aquelas que não adequaram suas redes no prazo sofreram a remoção compulsória dos materiais em desconformidade.
Segurança viária e continuidade das vistorias
O supervisor de Compartilhamento de Infraestrutura da Energisa Mato Grosso, Leonardo Lira, reforçou que as frentes de trabalho executadas neste fim de semana fazem parte de um cronograma perene que será interiorizado para outros eixos comerciais de Cuiabá ao longo do mês.
“Estamos na quinta edição da Operação Telefone Sem Fio. O foco é remover cabos irregulares e sem utilização que possam representar riscos à segurança da população. As empresas foram notificadas com antecedência e convidadas a participar ativamente da operação, realizando a adequação dos próprios cabos. Esse trabalho terá continuidade em outros pontos da cidade”, pontuou Lira.
Além dos perigos de choque elétrico em caso de contato com a rede de alta tensão, a Sorp ressaltou que a fiação solta cria barreiras físicas para pedestres, ciclistas e motociclistas, além de prejudicar o plano de arborização urbana e a paisagem arquitetônica da capital.
O comitê gestor da operação conta com o monitoramento e o suporte logístico de engenharia de tráfego da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semosp) e de agentes do Procon Municipal, que fiscalizam eventuais quebras de contratos de prestação de serviços de internet decorrentes da clandestinidade de cabos suspensos.
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