Operação Cadáver Oculto apura morte de jovem em Mirassol d’Oeste

Polícia Civil cumpre 14 mandados e investiga homicídio ligado a facção criminosa no interior de MT.

A Operação Cadáver Oculto foi deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (27), em Mirassol d’Oeste, conforme divulgado oficialmente pela corporação, para investigar o desaparecimento e a morte de uma jovem de 23 anos. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados judiciais — sendo cinco de prisão temporária, sete de busca e apreensão e dois de internação provisória — no âmbito do inquérito que apura homicídio qualificado, ocultação de cadáver e possível atuação de organização criminosa.

O caso envolve o desaparecimento de Isabela Caroline Silva Cunha, vista pela última vez em 30 de dezembro de 2025. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, a jovem teria sido atraída para um imóvel sob o pretexto de participar de uma confraternização, onde foi assassinada. Há indícios de que o corpo foi removido em um veículo e levado para uma área de mata, ainda não localizada pelas equipes.

Investigação aponta crime articulado

Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso evoluiu para investigação de homicídio após diligências conduzidas pela Delegacia de Mirassol d’Oeste. Conforme apurado, a vítima manteve contato com pessoas atualmente investigadas pouco antes de desaparecer. A Polícia Civil sustenta que houve planejamento prévio e atuação coordenada dos suspeitos.

De acordo com o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelo caso, a motivação do crime está relacionada a um contexto de facção criminosa. “As buscas visam apreender celulares, mídias e outros objetos capazes de robustecer a apuração, além de permitir o aprofundamento das diligências destinadas à localização do corpo da vítima”, afirmou em nota oficial.

Ação integrada e próximos passos

A Operação Cadáver Oculto contou com apoio de diferentes unidades policiais, incluindo:

  • Delegacias de Araputanga e São José dos Quatro Marcos;
  • Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cáceres;
  • Setor de Inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar.

As buscas também contam com auxílio do canil do Corpo de Bombeiros Militar, na tentativa de localizar os restos mortais da vítima. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do crime.

O que diz a lei

Segundo o Código Penal Brasileiro, o crime de homicídio qualificado pode resultar em pena de 12 a 30 anos de reclusão, enquanto a ocultação de cadáver prevê pena de 1 a 3 anos, podendo ser agravada conforme as circunstâncias. A eventual participação em organização criminosa também é tipificada em legislação específica, com penas adicionais.

Informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas de forma anônima às autoridades policiais. A colaboração da população é considerada essencial para o avanço do caso.

 

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