Uma decisão liminar obtida pelo Ministério Público de Mato Grosso determinou o bloqueio de até R$ 30 milhões em bens e ativos financeiros de um conglomerado empresarial e seus gestores. O grupo é alvo de uma Ação Civil Pública sob acusação de captação irregular de recursos, promessas de lucros irreais e operação de pirâmide financeira. A medida visa impedir que o patrimônio seja dissipado e garantir que os consumidores lesados possam ser ressarcidos futuramente.
As investigações revelaram que o esquema atraía vítimas com a promessa de rendimentos fixos exorbitantes, que variavam entre 5% e 10% ao mês, chegando a projetar um retorno anual de mais de 130%. Para ganhar credibilidade, a empresa principal afirmava possuir quase duas décadas de experiência no mercado financeiro, embora tenha sido aberta apenas em 2023. As ofertas eram feitas de forma informal por aplicativos de mensagens, enquanto a estrutura contratual era fragmentada entre diversas empresas do mesmo grupo para confundir os investidores e ocultar os verdadeiros responsáveis.
A crise do esquema tornou-se pública em 2024, quando os investidores deixaram de receber os lucros e foram impedidos de sacar o capital aplicado. Na ocasião, os responsáveis alegaram falsamente que os atrasos eram culpa de um bloqueio bancário inexistente. O prejuízo estimado durante a fase de apuração já ultrapassa os R$ 21 milhões. O caso gerou uma operação policial em 2025, resultando na prisão preventiva de um dos principais líderes da organização, que permanece detido.
O bloqueio judicial abrange contas bancárias, veículos, imóveis, planos de previdência privada e títulos de capitalização. Além disso, a Justiça determinou a suspensão de ações individuais sobre o tema para garantir que o caso seja tratado de forma uniforme. Devido à presença de dados sensíveis das vítimas, o processo tramita em segredo de justiça.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.