Educação técnica em Mato Grosso avança com ETECs e pesquisa

Expansão das ETECs e novos editais de ciência colocam a educação técnica no centro do desenvolvimento econômico de MT.

O Governo de Mato Grosso ampliou de forma acelerada a educação técnica em Mato Grosso e os investimentos em pesquisa científica nos últimos anos, conforme divulgado oficialmente pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). A estratégia envolve a consolidação de uma rede própria de Escolas Técnicas Estaduais (ETECs), a ampliação de vagas no ensino médio profissionalizante e o fortalecimento de editais e bolsas de produtividade científica, com foco direto na geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico.

Expansão das ETECs e do ensino médio técnico

Conforme apurado pela reportagem junto à Seciteci, até 2023 menos de 2% dos cerca de 130 mil estudantes do ensino médio da rede estadual tinham acesso à formação técnica integrada. Em 2025, esse índice ultrapassa 15%, com a meta oficial de alcançar aproximadamente 30% nos próximos anos, alinhada ao plano estadual de levar a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) a 63 municípios até 2026.

A rede de educação técnica em Mato Grosso foi reconfigurada com a criação e fortalecimento das ETECs. Em janeiro de 2025, a inauguração da ETEC de Sorriso completou o conjunto de 17 Escolas Técnicas Estaduais em funcionamento. Além da rede própria, cerca de 30 municípios são atendidos por meio de parcerias com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o Sistema S, como Senai e Senac.

Mais vagas e inserção no mercado de trabalho

Dados oficiais indicam que, em 2025, foram ofertadas 20.608 vagas no ensino médio integrado à educação técnica, contra 15.808 em 2024. Apenas 2% dessa oferta ficou sob responsabilidade direta da Seduc, enquanto a maior parte ocorreu por meio de cooperação entre Seciteci e instituições parceiras.

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a educação técnica em Mato Grosso tem impacto direto na renda das famílias. Em declaração oficial, ele afirmou que técnicos recém-formados recebem, em média, entre dois e meio e três salários mínimos, atuando em áreas como saúde, agroindústria, manutenção industrial, tecnologia da informação e serviços especializados, muitas vezes conciliando trabalho e ensino superior.

Fomento à pesquisa e retenção de talentos

No campo científico, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e da Seciteci, passou a complementar os editais de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A medida garante que pesquisadores classificados, mas não contemplados com recursos federais, continuem desenvolvendo seus projetos no estado.

Na última chamada, 44 pesquisadores de Mato Grosso foram classificados. Destes, 25 receberam bolsas federais e outros 19 tiveram o fomento assegurado com recursos estaduais, segundo dados da Fapemat. A política busca evitar a evasão de pesquisadores e fortalecer a produção científica local.

Infraestrutura e incentivo à participação feminina

Outro investimento confirmado oficialmente em 2025 foi um pacote de R$ 52 milhões, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinado à modernização de laboratórios em cinco instituições de ensino e pesquisa. Os recursos combinam verbas federais e contrapartida estadual, explorando a posição estratégica de Mato Grosso na Amazônia Legal.

Também se destaca o edital bienal “Meninas e Mulheres nas Exatas, Engenharias e Computação” (Edital nº 004/2024), voltado a projetos coordenados por pesquisadoras e ações de estímulo à participação feminina em áreas historicamente marcadas pela baixa representatividade. O resultado foi divulgado em 2024, com execução dos projetos ao longo de 2025.

Educação, ciência e desenvolvimento econômico

Ao integrar a expansão da educação técnica em Mato Grosso, o fortalecimento das ETECs, o aumento da oferta de ensino médio profissionalizante e o fomento à pesquisa científica, o Governo do Estado estrutura um ciclo contínuo de formação e inovação. A formação inicia nas escolas técnicas, avança para a graduação e se consolida em laboratórios e grupos de pesquisa apoiados pela Fapemat.

Segundo a Seciteci, essa política posiciona a ciência, a tecnologia e a educação profissional como eixos centrais da agenda econômica estadual, conectando sala de aula, pesquisa aplicada e demandas do mercado de trabalho.

Reportagem baseada em informações oficiais da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e notas institucionais do Governo de Mato Grosso.

Para acompanhar novos desdobramentos sobre políticas públicas de educação e ciência, continue acompanhando nossa cobertura.

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