O ensino público em Mato Grosso vive uma transformação tecnológica que ultrapassa as paredes das salas de aula tradicionais. A expansão dos Laboratórios Maker, impulsionada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) em parceria com o programa federal “Mais Ciência na Escola”, tem colocado o estado em posição de destaque no cenário nacional de inovação pedagógica e democratização científica.
A iniciativa, que foca na metodologia “mão na massa”, foi um dos grandes destaques do encontro nacional realizado em Brasília, no final de março de 2026. O modelo adota o conceito STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), preparando os jovens para os desafios da economia digital e da investigação científica prática.
Estrutura e Incentivo: Bolsas para Professores e Alunos
Diferente de laboratórios de informática comuns, os Laboratórios Maker são centros de experimentação ativa. Conforme as diretrizes da Seduc, cada unidade operacional conta com uma estrutura de fomento direto:
- Professor Bolsista: Um docente responsável por mediar os projetos e orientar as pesquisas;
- Estudantes Bolsistas: Dez alunos por unidade que recebem auxílio financeiro para atuar como monitores e desenvolvedores de soluções criativas;
- Equipamentos: Espaços equipados para marcenaria, eletrônica, robótica e prototipagem.
Inclusão Quilombola e Indígena: Quebrando Barreiras
Um dos pontos altos da implementação em Mato Grosso é o alcance social do projeto. Enquanto a média nacional de inclusão de escolas quilombolas no programa “Mais Ciência na Escola” é de apenas 2,2%, o estado já inseriu quase um terço de suas unidades quilombolas na rede de Laboratórios Maker.
Para a coordenadora estadual, professora Dra. Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira, esse avanço é um marco na democratização do saber. “Levar tecnologia de ponta para comunidades do campo, indígenas e quilombolas é garantir que o talento científico não seja limitado pela localização geográfica ou origem étnica”, destacou.
Protagonismo Feminino na EJA: Exemplo de Cáceres
Durante o evento em Brasília, a ministra Luciana Santos (MCTI) citou nominalmente o trabalho desenvolvido na Escola Estadual Professor Milton Marques Curvo, em Cáceres. O projeto maker da unidade é protagonizado exclusivamente por mulheres matriculadas na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O grupo de mulheres bolsistas provou que a inovação não tem idade, apresentando soluções para problemas cotidianos da comunidade através da ciência. Esse reconhecimento reforça a política de incentivo à presença feminina em áreas de tecnologia e engenharia, historicamente dominadas pelo público masculino.
Parceria Unemat e Seduc: Do Ensino Básico ao Superior
A execução técnica e pedagógica dos Laboratórios Maker em Mato Grosso conta com o braço acadêmico da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Essa integração permite que o conhecimento produzido na universidade chegue às escolas estaduais, criando um ciclo contínuo de formação:
| Objetivo | Impacto Esperado |
|---|---|
| Pensamento Crítico | Alunos que questionam e resolvem problemas complexos. |
| Escolas Conectadas | Integração com a Estratégia Nacional de conectividade escolar. |
| Tempo Integral | Ampliação da jornada com atividades de alta qualidade técnica. |
| Inovação Social | Criação de protótipos que atendem demandas das comunidades locais. |
A consolidação desses espaços sinaliza uma mudança profunda no currículo escolar mato-grossense, focando em uma educação mais dinâmica e alinhada às profissões do futuro.
Participe: Você acredita que o investimento em laboratórios de tecnologia pode diminuir a evasão escolar em Mato Grosso? Já conheceu algum projeto desenvolvido por alunos da rede estadual? Comente sua opinião abaixo!
Reportagem baseada em informações oficiais da Seduc-MT e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
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