Tribunal do Júri condena homem após quase 14 anos de tentativa de triplo homicídio em Cuiabá

Catorze anos após o crime no Coxipó, em Cuiabá, o Tribunal do Júri condenou homem por tentativa de homicídio contra três vítimas a pena de 4 anos 9 meses e 18

O Tribunal do Júri de Cuiabá confirmou a condenação de Adriano Alves de Lara Pinto por tentativa de homicídio contra três pessoas, em um caso marcante ocorrido no Residencial Coxipó, na capital. De acordo com o processo judicial, o julgamento foi realizado quase 14 anos após o crime, que foi registrado originalmente na noite de 5 de maio de 2012. A pena fixada pelo Conselho de Sentença foi de 4 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial semiaberto.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE), o réu chegou ao local do fato em um veículo e desembarcou antes mesmo de o carro parar totalmente, iniciando uma discussão acalorada motivada por um desentendimento relacionado a um relacionamento amoroso que envolvia uma das vítimas.

Discussão por ciúmes evoluiu para disparos de arma de fogo

Ainda segundo os autos do processo, a discussão verbal evoluiu rapidamente para agressão física e disparos de arma de fogo. Três homens acabaram atingidos pelos projéteis: a vítima principal do atentado foi ferida gravemente nas regiões do tórax e do abdômen, enquanto as outras duas pessoas sofreram lesões na coxa e na mão ao tentarem intervir ou fugir do local.

Os laudos periciais e exames de corpo de delito indicaram diferentes níveis de gravidade dos ferimentos, fatores que influenciaram diretamente os jurados e a dosimetria final da pena aplicada pelo juiz presidente do Tribunal do Júri.

A tese de autoria do crime foi sustentada por depoimentos contundentes colhidos ainda à época dos fatos, incluindo relatos detalhidos de testemunhas oculares e de familiares dos sobreviventes, que apontaram a identificação exata do autor dos disparos durante o atendimento médico emergencial no pronto-socorro.

Tramitação do processo e direito a recurso em liberdade

O caso tramitou por mais de uma década pelas varas criminais até chegar ao julgamento popular, um procedimento padrão previsto na legislação brasileira para os crimes dolosos contra a vida, que exigem fases complexas de admissibilidade e instrução antes de o réu ser levado formalmente ao Conselho de Sentença.

Como a decisão proferida é de primeira instância e o réu respondeu a parte do processo em liberdade, ainda cabem recursos de apelação junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso para a revisão das penalidades aplicadas.

Comente abaixo a sua opinião sobre o tempo que a Justiça levou para julgar essa tentativa de triplo homicídio ocorrida em Mato Grosso!

Reportagem baseada em informações oficiais contidas nos autos do processo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

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