Casos de intoxicação por metanol e cerveja falsificada geram alerta

Dois casos distintos em menos de 48 horas expõem riscos graves da adulteração de bebidas no Brasil.

Em Nova Mutum, no Mato Grosso, uma operação policial desarticulou um esquema de produção de cerveja falsificada que movimentava até 900 caixas por semana. O galpão clandestino foi descoberto em pleno funcionamento, com mais de 3 mil garrafas já embaladas e prontas para o comércio regional. Cinco pessoas foram presas e o local foi lacrado.

Segundo as investigações, a quadrilha, vinda de Brasília, atuava há quatro meses na cidade. As bebidas adulteradas tinham como base cervejas oriundas de Sinop/MT, que eram reenvasadas e distribuídas sem qualquer controle de qualidade. As autoridades orientam a população a verificar lacres, selos e rótulos para evitar riscos à saúde.

Enquanto isso, em São Bernardo do Campo (SP), três pessoas morreram após suspeita de intoxicação por metanol, incluindo um advogado de 45 anos. O composto químico, usado em combustíveis e solventes, é altamente tóxico e proibido em bebidas alcoólicas. Os sintomas relatados foram visão turva, confusão mental, dores abdominais e perda de consciência.

Exames laboratoriais confirmaram a presença de metanol no organismo de uma das vítimas, reforçando a gravidade do caso. O episódio levou a um alerta nacional, com recomendações para que hospitais fiquem atentos a casos de intoxicação e que bares redobrem o cuidado na verificação dos produtos servidos.

Dois crimes, um mesmo risco: apesar de não terem ligação direta, os episódios em Nova Mutum e São Bernardo do Campo expõem a vulnerabilidade do consumidor diante de bebidas adulteradas, capazes de causar intoxicação grave ou até a morte. As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 190 e 181.

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