Em Mato Grosso, o avanço da produção de biocombustíveis e a desaceleração nos custos das usinas puxaram para baixo o preço do etanol hidratado, garantindo ao consumidor local o segundo valor médio mais barato das bombas no Brasil.
O cenário reflete a expansão da safra 2026/2027, estimada em 8,4 bilhões de litros — um salto de 16,08% frente aos 7,2 bilhões colhidos no ciclo passado, consolidando o estado na vice-liderança nacional da atividade.
Com o mercado abastecido pelo processamento contínuo de milho e cana, os indicadores apurados pelo Cepea e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmam uma trajetória de alívio no bolso dos motoristas frente aos patamares registrados no ano anterior.
Cotações nas bombas e dados do setor em Mato Grosso
No fechamento de julho, o valor cobrado pelas indústrias recuou 1,60%, fechando a R$ 2,58 por litro. O repasse foi sentido diretamente nos postos revendedores do estado, onde a média semanal baixou para R$ 3,74 por litro.
O panorama econômico da bioenergia no estado apresenta os seguintes destaques:
-
Vantagem no varejo: Com média de R$ 3,74/l, os postos mato-grossenses perdem em preço baixo apenas para São Paulo (R$ 3,70/l).
-
Comparativo anual: O valor praticado hoje representa um recuo de 5,79% em relação ao mesmo período de 2025, quando o litro custava R$ 3,97.
-
Volume de produção: O estado mantém o segundo lugar no ranking de fabricação de combustível limpo no país, ficando atrás apenas do mercado paulista.
Adoção da gasolina E32 e cronograma de adequação
A queda nos preços coincide com o início da vigência da nova mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina comum (E32), determinada pelo CNPE por um prazo de 180 dias. A ANP garante que a mudança não altera a octanagem nem traz impactos ao desempenho dos veículos.
Para permitir a queima de estoques antigos sem punição imediata aos revendedores, foi fixado um cronograma de transição no Centro-Oeste: 15 dias para distribuidoras e 30 dias para os postos. A iniciativa conta com o aval do Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (Bioind-MT), que aponta o avanço da mistura como motor para a transição energética, geração de empregos e descarbonização da frota nacional.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.