Um homem de 34 anos foi preso em flagrante delito na madrugada da última segunda-feira (3) de agosto de 2026, sob a acusação de descumprir ordem judicial de medida protetiva ao retornar à residência da vítima, localizada no município de Sinop, no estado de Mato Grosso. Conforme o boletim de ocorrência registrado pelas autoridades de segurança, a prisão foi efetivada por volta das 0h21, na região do bairro Violetas.
De acordo com o histórico policial, a ordem de medida protetiva de urgência havia sido deferida pela Justiça no próprio domingo (2), depois que a mulher procurou as autoridades para denunciar graves episódios de maus-tratos, agressões físicas reiteradas e violência psicológica perpetrados pelo seu companheiro.
Gravidade das lesões e contexto de dependência
No momento do atendimento policial prestado à ocorrência, a vítima, uma mulher de 37 anos, apresentava um hematoma de grandes proporções no olho esquerdo, além de diversas lesões espalhadas pelo corpo e marcas nas costas que, segundo a constatação, eram compatíveis com queimaduras provocadas por pontas de cigarro. Conforme detalhado no registro oficial, a mulher atribuiu todas as agressões ao suspeito e relatou aos policiais que sofria de forte dependência financeira em relação a ele.
Mesmo com a determinação da Justiça proibindo qualquer tipo de aproximação, o investigado retornou audaciosamente ao imóvel. Familiares e vizinhos, ao perceberem a presença do agressor e o risco iminente, acionaram imediatamente a Polícia Militar por meio da linha de emergência.
Prisão em flagrante e medidas protetivas
Uma equipe da PM deslocou-se rapidamente até o endereço indicado, localizou o homem ainda no interior da residência e efetuou a sua prisão em flagrante. Ele foi algemado e conduzido à delegacia de Polícia Civil para a formalização dos procedimentos legais cabíveis.
A vítima relatou às autoridades temer profundamente por sua própria vida, solicitou o acionamento urgente da rede municipal de proteção à mulher e informou que possui filhos menores sob sua responsabilidade, incluindo um bebê de colo. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a identidade da mulher foi integralmente preservada para garantir sua segurança.
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