A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (4) de agosto de 2026 a Operação Peso Bruto, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um esquema de extração irregular de recursos minerais e a suposta usurpação de bens da União no município de Rosário Oeste, no estado de Mato Grosso. Conforme as apurações iniciais, o dano ambiental e patrimonial causado pela atividade ilegal é estimado em mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos federais.
De acordo com os levantamentos da investigação, a atividade minerária sob escrutínio vinha sendo executada em frontal desacordo com os limites estipulados pelos títulos minerários e pelas licenças ambientais vigentes. A perícia técnica e as análises geoespaciais preliminares indicam a extração clandestina de mais de 34 toneladas de calcário à margem da legislação.
Mandados de busca e apreensão cumpridos em Cuiabá
Segundo informações confirmadas por fontes ligadas à investigação, a Justiça Federal expediu três mandados de busca e apreensão, que foram rigorosamente cumpridos por agentes federais nas primeiras horas da manhã em endereços estratégicos situados na capital Cuiabá. As diligências simultâneas ocorreram em um edifício localizado na Rua Estevão de Mendonça, no bairro Quilombo; em um endereço na Avenida Brasília, no bairro Jardim das Américas; e em mais um ponto situado na Avenida Haiti, também na região do Jardim das Américas.
O material recolhido nas ordens judiciais — que inclui documentos físicos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e arquivos digitais — será submetido a exames periciais para subsidiar a apuração. A Polícia Federal informou que o inquérito policial teve início após a constatação de exploração mineral fora dos limites autorizados, sendo posteriormente robustecido por fiscalizações administrativas e laudos técnicos.
Desdobramentos e foco das investigações
Conforme o relatório da investigação, há fortes indícios de que a atividade minerária irregular ocorreu de forma sistêmica ao longo de um período significativo, resultando na comercialização de um expressivo volume de calcário sem a devida compensação ou autorização legal.
Nesta nova fase, as diligências continuam em andamento com o propósito de esclarecer detalhadamente a participação individual de cada investigado, mensurar a exata extensão do proveito econômico obtido com a exploração ilegal, apurar a eventual continuidade das condutas criminosas e identificar outros possíveis beneficiários ou coautores do esquema investigado.
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