Bonito Cinesur homenageia Paulina García e reúne filmes de 13 países

Festival de cinema realizado em Bonito (MS) contará com 32 produções de 13 países sul-americanos, além de homenagens, debates, oficinas e sessões gratuitas entre 24 de julho e 1º de agosto.

O Bonito Cinesur realiza sua quarta edição entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, em Bonito, Mato Grosso do Sul. O festival apresentará 32 produções cinematográficas de 13 países da América do Sul, consolidando-se como um espaço dedicado à integração, exibição e debate do audiovisual do continente.

Participam da programação filmes produzidos na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Segundo a coordenadora do evento, Andrea Freire, as mostras competitivas e paralelas abordam temas como universo indígena, ditadura, liberdade, questões sociais e mudanças climáticas.

A atriz chilena Paulina García será a homenageada desta edição. Reconhecida por trabalhos como A Noiva do Deserto, Narcos e Gloria, produção que lhe rendeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, ela também estará representada na programação com o longa Querido Trópico, escolhido para abrir o festival.

De acordo com Andrea Freire, a homenagem anual busca destacar personalidades relevantes do cinema sul-americano e aproximar o público de suas trajetórias. A coordenadora ressalta que Paulina García está entre as atrizes mais reconhecidas da cinematografia latino-americana.

O cineasta franco-brasileiro Vincent Carelli receberá o Troféu Pantanal pelo conjunto de sua obra. Entre seus trabalhos estão Corumbiara e Martírio, além da criação do projeto Vídeo nas Aldeias, iniciativa fundada em 1986 para capacitação audiovisual de povos indígenas. O projeto já contribuiu para a produção de mais de 70 filmes e recebeu reconhecimento da Unesco, da Ordem do Mérito Cultural do governo brasileiro e de festivais nacionais e internacionais.

Destaques da programação

Entre os principais destaques está a pré-estreia nacional de Honestino, dirigido por Aurélio Michiles. O longa retrata a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e símbolo da resistência à ditadura militar, desaparecido em 1973.

O festival também exibirá Minha Terra Estrangeira, documentário de João Moreira Salles e Louise Botkay realizado em parceria com o coletivo Lakapoy. A produção acompanha o líder indígena Almir Suruí e sua filha Txai durante o período que antecedeu as eleições de 2022, abordando os desafios enfrentados pela Amazônia.

Além da exibição do documentário, João Moreira Salles ministrará uma aula magna sobre documentários no dia 29 de julho, às 14h30, na Sala Glauce Rocha.

A programação inclui ainda palestras, debates, encontros entre realizadores e atividades formativas. O projeto Bonito CineSur Educa, criado na edição anterior, amplia sua atuação com oficinas voltadas a estudantes, profissionais e moradores da região, incentivando a formação audiovisual.

Também haverá atividades destinadas ao público infantil, com oficinas de animação e sessões infantojuvenis de produções sul-americanas.

A cerimônia de abertura será realizada no dia 24 de julho, às 19h30, com a exibição de Querido Trópico, dirigido por Ana Endara. O filme acompanha o encontro entre Mercedes, uma mulher de meia-idade com demência, e Ana María, uma imigrante colombiana.

Todas as atividades do Bonito Cinesur são gratuitas.

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