Siriá celebra 50 anos com apresentações da banda Baile do Mestre Cupijó no Rio

O grupo paraense leva ao público fluminense um espetáculo que reúne música e dança para celebrar os 50 anos dos álbuns que impulsionaram o siriá. A turnê passa por unidades do Sesc com apresentações acessíveis e classificação livre.

A banda Baile do Mestre Cupijó iniciou nesta sexta-feira (3) uma série de apresentações no Rio de Janeiro para celebrar os 50 anos dos álbuns que marcaram a difusão do siriá, ritmo tradicional da música amazônica e ligado às manifestações culturais do Baixo Tocantins.

O nome do grupo homenageia Mestre Cupijó, natural de Cametá (PA), falecido em 2012. Joaquim Maria Dias de Castro, conhecido artisticamente como Mestre Cupijó, foi vereador, advogado, músico e compositor, sendo reconhecido por projetar nacionalmente o siriá por meio de sua produção musical.

As apresentações são realizadas nas unidades do Sesc. Pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos por integrante podem participar gratuitamente por meio do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG). Para os demais visitantes, os ingressos custam R$ 15 na inteira e R$ 7,50 na meia-entrada. Todos os espetáculos têm classificação livre e contam com intérpretes de Libras.

A agenda começou no Sesc São Gonçalo, às 19h desta sexta-feira (3). No domingo (5), o grupo se apresenta no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, às 18h. Depois, segue para o Sesc Copacabana no dia 8, às 19h, encerrando a temporada fluminense no Sesc Nova Iguaçu, no dia 11, às 16h.

Celebração dos 50 anos

Selecionada pelo Edital Cultura Sesc Rio Pulsar, a banda revisita os quatro álbuns gravados por Mestre Cupijó na década de 1970, considerados fundamentais para a consolidação e modernização do gênero. Segundo o diretor do grupo, João P. Cavalcante, a proposta é promover um grande baile da música brasileira produzida na Amazônia e celebrar o legado do artista.

Os discos homenageados são Siriá Volume 1 e Dance o Siriá Volume 2, lançados em 1974, Siriá Siriá Volume 3, de 1975, e Siriá Volume 4, de 1976.

O espetáculo reúne música, dança e elementos culturais do Baixo Tocantins em uma releitura contemporânea desse patrimônio cultural brasileiro.

Além da turnê, a banda trabalha na gravação de um novo álbum, previsto para ser lançado no fim deste ano ou no início de 2027. O projeto também inclui a produção de um videoclipe, com a expectativa de realizar apresentações de lançamento no Rio de Janeiro, em São Paulo e na região Norte.

Origem da banda

O Baile do Mestre Cupijó surgiu a partir da produção de um documentário biográfico realizado após a morte do músico pela cineasta Jorane Castro, sobrinha do artista. De acordo com João P. Cavalcante, a iniciativa buscava ampliar os registros históricos sobre Mestre Cupijó e resultou na formação do grupo.

Nos primeiros anos, Cavalcante atuou como percussionista e cantor. Após passar um período morando fora do Brasil, assumiu exclusivamente a direção da banda. A formação manteve dez integrantes e passou a contar com a cantora Carla Costa, que trouxe uma nova identidade vocal ao projeto.

Com instrumentos de metais, cordas, bateria e percussões amazônicas, o grupo mantém vivo o repertório de Mestre Cupijó e reforça a importância do siriá como patrimônio cultural do Pará.

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